O que o aumento da velocidade da internet e o crescimento da conectividade significam para os data centers?

Velocidade de largura de banda e os data centers trabalham em um ciclo de "feedback" positivo: a demanda por um impulsiona a demanda pelo outro

13 January 2020 escrito por DatacenterDynamics

O crescimento espetacular da indústria de data center representa muito mais do que apenas uma história de sucesso da indústria: a realidade por trás deste crescimento se traduz na profunda mudança na maneira como vivemos nossas vidas e na forma como a sociedade vem se reorganizando.
 
Em minha função de oferecer largura de banda flexível aos clientes, vejo o setor de data centers de uma perspectiva externa, e a velocidade com que essa mudança vem ocorrendo e o que isso significa me surpreende. E isso me faz constatar que o crescimento do setor de data center está intimamente relacionado ao aumento da velocidade da internet. Provavelmente mais do que ao crescimento do número real de pessoas que usam a web como um todo.
 
A velocidade de largura de banda e os data centers trabalham em um ciclo de feedback positivo: a demanda por um impulsiona a demanda pelo outro. 
 
Podemos ver isso em nosso próprio dia-a-dia. A capacidade de nossos smartphones de tirar uma foto, fazer um vídeo ou gravar um arquivo de som representa uma mudança na quantidade de dados que nós, como indivíduos, estamos criando. A qualidade desses dados está melhorando continuamente devido aos aprimoramentos de hardware que usamos para coletar esses dados - uma foto tirada em um iPhone 5S com sua câmera de 8 megapixels não gera tantos dados quanto a câmera de 12 megapixels do iPhone 8.
 
E é o que fazemos com esses dados que direciona a necessidade de data centers e hospedagem externa. Em primeiro lugar, nossa imagem do iPhone será carregada na nuvem da Apple. E enquanto estiver lá, poderemos editá-la com ferramentas de software que exigem muito processamento para operar nos próprios aparelhos. Estamos manipulando nossos dados nesses data centers, seja em uma foto, um documento do Word ou um email, por meio de nossos smartphones.
 
Para que isso funcione, as velocidades simétricas de upload e download são essenciais para reduzir a latência, já que precisamos editar nossos documentos essencialmente em tempo real, de longe. À medida que o tamanho dos dados que geramos aumenta, devido a melhorias de hardware, também aumenta o tamanho e a potência do software hospedado na nuvem para manipular nossos dados, e a largura de banda necessária para acesso instantâneo aumenta com essa demanda. E, claro, a demanda por data centers cresce com isso.
 
Populações de data centers
 
Na África, existem aproximadamente 63 data centers em todo o continente. O Reino Unido tem 264 (com mais de 70 somente em Londres), enquanto os Estados Unidos lideram o mundo. Obviamente, não é coincidência o fato de os países com infraestrutura bem desenvolvida estarem entre as mais altas populações de data centers (a infraestrutura de energia e a conectividade de fibra são pré-requisitos para o estabelecimento de qualquer setor de data center local). Isso também significa que são os países com velocidades de largura de banda mais rápidas que tendem a ter mais data center.
 
A China é o estudo de caso ilustrativo aqui: com sua rápida expansão em data center para atender uma classe média cada vez maior e com o governo avançando em cidades digitais inteligentes e pagamentos sem dinheiro, viu sua população explodir. Os data centers da China usaram mais eletricidade do que a Austrália em 2018! No entanto, sua enorme população ainda está, em média, com 2,4 MB por segundo de conectividade (números de 2018). Mas a China é um país vasto, e essa média não se aplica às áreas urbanas: Hong Kong tem mais de 25 MBp e áreas como Bejing estão implantando uma rede de gigabit para velocidades de 1 GBps. E os data centers da China estão localizados em áreas com maior capacidade de largura de banda. Este é um país de 800 milhões de usuários da internet, ou quase 60% de sua população (compare isso com os Estados Unidos e seus 300 milhões de usuários da internet).
 
A velocidade de acesso, portanto, não o número de usuários, é o que impulsiona o uso do data center.
 
Olhando para o futuro
 
Esse crescimento será impulsionado por tecnologias como 5G, realidade aumentada, IoT e uso de IA e Machine Learning na nuvem. Em velocidades de largura de banda dessa magnitude, em um mundo em que máquinas e dispositivos superam os usuários humanos da internet, é difícil prever a web na próxima década. Os esportistas eletrônicos com equipes virtuais irão inventar novos jogos e entretenimentos mais participativos, ampliando a inclusão para qualquer pessoa que tenha conexão.
 
Certamente, o uso de energia e as iniciativas ambientais se tornarão um campo de batalha legislativo essencial, juntamente com a soberania dos dados. As ferramentas de software que acessaremos nesta próxima década certamente reinventarão as indústrias e a colaboração entre povos de todo o mundo de maneira ainda a serem imaginadas. Quem poderá prever isso?
 
*Neil Lonergan é co-fundador da FlexFibre.
 
 

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