Demanda por Edge Computing alavanca negócios da Vertiv na América Latina

Empresa trabalha com as principais operadoras que atuam na América Latina

2 December 2019 escrito por Tatiane Aquim

Demanda por Edge Computing alavanca negócios da Vertiv na América Latina
Fernando Garcia, vice-presidente de vendas e marketing Vertiv Latam
Depois dos Estados Unidos, o Brasil é hoje o segundo país em importância para a Vertiv, empresa que resolve os mais importantes desafios enfrentados pelos atuais data centers com um portfólio de serviços de energia, resfriamento e infraestrutura de TI, que se estendem da Cloud a Edge Computing.
 
Fernando Garcia, vice-presidente de vendas e marketing da Vertiv Latam, nos conta que apesar da Transformação Digital ter ganhado espaço com a migração para a nuvem, o que vem ganhando força nos últimos dois anos, é o conceito de Edge Computing. Dentro deste mercado, a Vertiv vem alavancando projetos no Brasil, Chile, Colômbia e no México. "Estamos falando de data centers, minis e micros. Normalmente as operadoras são as que estão investindo nesse tipo de projeto, o que tem superado nossas expectativas. No Brasil, há uma operadora que planeja construir 40 data centers já em 2020. Por iniciativas como esta, o Brasil está superando todas as expectativas da Vertiv", comemora o executivo, que com exclusividade fala sobre os negócios da Vertiv na América Latina.
 
DatacenterDynamics: A Vertiv atua fortemente nos segmentos de Colocation e Hyperscale, que fatia dos negócios da empresa veio dessas grandes oportunidades e qual a fatia que as ofertas de Edge Computing já conquistaram?
 
Fernando Garcia: Uma coisa bem interessante é que não sabemos ainda quais serão os modelos econômicos que irão permitir o desenvolvimento da Edge Computing. Até agora as operadoras de telecomunicações estão sendo os early investors e early adopters da infraestrutura de edge. Mas não sabemos se irá funcionar. As operadoras estão por um lado e as towers companies por outro; empresas como a  American Tower e provedores de serviço como a Equinix.
 
Mas até agora ninguém sabe qual vai ser o modelo econômico que irá desenvolver a edge, que já começou. A edge é uma infraestrutura que vem sendo construída para suportar o crescimento do 5G, mas quem vai encontrar a fórmula econômica para rentabilizá-la ninguém sabe.
 
DCD: Em 2020, como acredita que será a distribuição de oportunidades de negócios por essas diferentes ofertas/modelos de data centers?
 
F.G.: Está havendo um crescimento exponencial do que chamamos de hyperscalers, que é uma  das maiores tendências hoje. Quando falamos de hyperscalers, nos referimos a poucas empresas como Microsoft, Amazon, Facebook, SAP, Oracle e Google. A maioria delas não tem data center próprio, utiliza colocation de grandes players como Ascenty, Equinix, ODATA e UOL. Essa é uma grande tendência, que até este ano só estava ocorrendo no Brasil. Não havia hyperscalers fora do Brasil. O primeiro projeto que estamos vendo fora do Brasil é no Chile com a Ascenty.
 
Estamos percebendo que em 2020 teremos projetos de hyperscale na Colômbia, no México, no Chile e na Argentina onde já há um grande projeto. No México a Equinix anunciou a compra da Axtel e já é público que a Ascenty está entrando no país no ano que vem, além de outras empresas como a ODATA e Kio Networks. Tudo isso irá fortalecer o segmento de colocation mexicano. Outras duas tendências de mercado estão exigindo investimento na ponta das redes de acesso e também no backhaul. Por isso, não é pequena a oportunidade para a Vertiv do que chamamos de Comercial Industry. Atualmente Vertiv vem desenvolvendo muitos projetos em Oil & Gas, papel e celulose e food and beverage.
 
DCD: Temos ouvido falar dos constantes investimentos da Vertiv na oferta de serviços para o mercado de data centers. Qual é a importância estratégica dessa oferta para o gestor do data center? Pode detalhar essa infraestrutura de pessoas, logística na América Latina? 
 
F.G.: A importância dos serviços para a Vertiv é muito grande. Somos a empresa com a maior infraestrutura pessoal de serviços da América Latina. Hoje temos acima de 400 pessoas, em toda América Latina,  dedicadas ao serviço. Até o final de 2020 iremos superar a quantidade de 500 pessoas. Os serviços já representam mais de um terço do faturamento da Vertiv.  No Brasil são mais de 100 funcionários. Mais de 100 no México e o restante, espalhado pela América Latina. Estamos apostando muito em reforçar a infraestrutura, temos dois centros de treinamentos. Um em São Paulo e outro no México. Este ano e o ano que vem estamos reforçando o treinamento, também ampliando a oferta que até agora se limitava a manter nossas equipes, manutenção preventiva e corretiva. Mas estamos apostando muito em serviços profissionais, auditorias elétricas, auditorias de qualidade de energia, auditoria de disponibilidade.
 
O segundo ponto é que os clientes da Vertiv cada vez são mais regionais: Telefônica, CenturyLink, Claro, Ascenty e Equinix. Cada vez mais tem uma presença mais regional e querem consistência em como atendemos no Brasil, na Colômbia, no Chile, no México e etc. Então o que estamos fazendo é criando também estruturas de serviços regionais para atender clientes globais como Google, Facebook, Microsoft e regionais como Claro, Telefônica e etc.
 
Outro ponto importante é que os clientes cada vez mais estão mudando para o modelo econômico as a service. Estão indo de Capex a Opex. um acordo global com a Telefônica para fazer o que chamamos de Energy Efficiency as a Service. Estamos fazendo retrofit onde o retrofit não é pago pela Telefônica, quem paga é a Vertiv; a Telefônica compartilha a economia. Esse é um modelo de leasing que é pago mediante a economia energética. Esse modelo vem sendo levado para outros clientes em modelos de Opex. Ao invés de vender o telefone eu o alugo em troca do modelo as a service.
 
E por último, a Vertiv está entrando fortemente no negócio de Facility Manager. Acabamos de ganhar um projeto singular com a Tigo da Bolívia, onde a Tigo deu para a Vertiv toda a operação de data center. Não se trata de apenas da manutenção, mas de estar a frente da operação completa do data center, que é o que chamamos de Facility Manager.
 
Esse modelo já temos em operação com o Banco de Crédito do Peru (BCP). Todos os data centers do Banco de Crédito do Peru são operados pela Vertiv, e também o Bancolombia. Estamos entrando fortemente em Facility Manager.
 
DCD: A questão da eficiência energética do data center continua crítica. O que a Vertiv tem feito para ajudar seus clientes a otimizar ao máximo o consumo de energia? Teria algum estudo de caso Latam para comentar, mostrando o ROI de eficiência energética?  
 
F.G.: Temos muitos. A Vertiv realiza uma centena de estudos de eficiência energética para os clientes. Em alguns casos mostramos que realizando a troca dos equipamentos pelos da Vertiv, é garantido um retorno entre 2 - 4 anos. Ou seja, optando pelo retrofit em no máximo quatro anos, o cliente recupera seu investimento inicial e a partir daí já é tudo economia. A Vertiv é hoje a líder na parte de energia das redes de acesso das telecomunicações, data centers e edge. Estamos no centro. Somos a empresa que melhor pode ajudar a economizar obtendo eficiência energética porque estamos em power e cooling de toda a infraestrutura. 
 
Há duas semanas estive em Sevilha - Espanha, em um congresso global de mudanças climáticas e eficiência energética da Telefônica, e a Vertiv foi premiada com o projeto mais relevante do ano por um grande data center que fizemos em Madri. Esta foi a segunda vez que a Vertiv ganhou este prêmio. Em 2018, a Vertiv levou o prêmio por um data center na Colômbia. Estes são casos já documentados, onde há todo um estudo de porcentagens de economia. Geralmente estamos gerando para o cliente uma economia de energia que vai desde 20 - 50% de consumo elétrico. 
 
DCD: Como a Vertiv está vendo os movimentos das operadoras em direção a Edge Computing/mini data center, a base digital das redes 5G. Que operadoras estão à frente, realizando mais testes com estruturas Edge Computing em laboratório?
 
F.G.:  Todas as principais operadoras que atuam na América Latina trabalham com a Vertiv. São elas: América Móvil, que no Brasil é Claro. No México é a Telcel, AT&T, Telefônica, Milicom, que opera como a marca Tigo e aqui no Brasil é a Oi e também a TIM. Todas estão de uma maneira ou de outra, investindo em pilotos de Edge Computing. Com o 5G estão em testes, mas ainda não existem redes. Isso ainda deve levar entre 3 - 5 anos para o 5G decolar de fato. Quando falamos de edge, estamos falando de mini data centers, que podem ser de 50 kvas - 500 kvas. Normalmente estão entre 50 - 300 kvas  e distribuídos por toda geografia.
 
DCD: E, finalmente, ao longo de 2020, o que deverá acontecer na vertical Telecom – novos testes ou já existirão projetos pilotos sendo executados em segmentos específicos do mercado na América Latina?
 
F.G.: A Vertiv está realmente trabalhando em diferentes frentes. Por um lado, está trabalhando com os provedores de tecnologia 5G, como a Nokia e a Ericsson. Temos uma equipe voltada para a parte de energia das antenas. Por outra parte, estamos trabalhando com as operadoras, fazendo testes de antenas que ainda não estão sendo comercializadas para elaborar como realizar a decolagem do 5G e a Edge Computing. Esses são os dois projetos que a Vertiv está envolvida relacionado com 5G para 2020.
 
Acreditamos que a implementação do 5G não irá começar até 2023. Por isso, a Vertiv seguirá realizando testes, mas não irá iniciar a implementação da rede ainda. Já que a América Latina continua implementando a rede 3G e 4G. O 4G tem apenas 30% de cobertura na América Latina e por isso seguirá sendo implementando nos próximos anos.
 
 

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