Petrobras e parceiros investem R$ 63 milhões na expansão do supercomputador Santos Dumont, que volta a ser o maior da América Latina

Capacidade de processamento passou de 1.1 PFlops para 5.1 PFlops. Equipamento é passo crucial para acelerar pesquisas, analisar grandes volumes de dados e ampliar sucesso exploratório no pré-sal
 
 

26 November 2019 escrito por DatacenterDynamics

A Petrobras e seus parceiros do Consórcio de Libra investiram R$ 63 milhões na ampliação da capacidade de processamento do supercomputador Santos Dumont, que volta a liderar o Top 500, ranking dos computadores de mais alto desempenho da América Latina. O equipamento da Atos entrou no ranking em 2015, quando foi inaugurado, e ao longo dos últimos anos foi perdendo posições. Com a ampliação, o Santos Dumont volta a ser o maior computador em capacidade de processamento da América Latina. 
Após a expansão, o supercomputador, que conta com um PUE de 1,1 passou a ter a seguinte infraestrutura:
 
- De 20 para 26 racks 
- De 1.7 PB para 2,7 PB de armazenamento
- Rede IB de Alta Performance na velocidade EDR 100Gb/seg
- De 756 para 1.132 nós de CPU
- De 18.144 para 36.192 cores de CPU
- De 496 para 872 aceleradores GPU
- De 1.1 para 3 milhões de cores GPU
 
 
Após o investimento, o supercomputador será capaz de processar um volume de até 4 quatrilhões de operações matemáticas por segundo (ou 4 PFlops), o equivalente à potência computacional gerada por 4 milhões de laptops típicos. A tecnologia será aplicada em pesquisas de exploração e produção de petróleo e gás e na análise de grandes massas de dados (geofísicos, geológicos e de engenharia) que demandem alta capacidade computacional para cálculos científicos, baseados em ferramentas de Inteligência Artificial e Deep Learning.
 
A ênfase será sobre estudos nas áreas de processamento sísmico e de simulação de reservatórios, além da otimização da perfuração de poços e dos projetos de produção – no pré-sal da Bacia de Santos e, em especial, no campo de Mero. A potência computacional da máquina reduzirá de 10 a 50 vezes o tempo de processamento sísmico, permitindo reduzir incertezas geológicas e aumentar o índice de sucesso exploratório – que consiste na identificação de petróleo comercialmente viável após a perfuração de um poço. Com isso, a expectativa é contribuir não apenas para acelerar os projetos, como também aumentar a precisão das atividades e a segurança operacional.
 
Instalado no Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), em Petrópolis, no estado do Rio de Janeiro, o Santos Dummont poderá ser utilizado pela Petrobras, pelos parceiros tecnológicos do Consórcio de Libra e por toda a comunidade científica brasileira. A cerimônia de inauguração da expansão do supercomputador, nesta segunda-feira (25/11), contou com a presença do Gerente Executivo interino do Cenpes Juliano Dantas, do Ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, astronauta Marcos Pontes, além do diretor do LNCC, professor Augusto Gadelha, do presidente da Atos, Nelson Campelo, e do prefeito de Petrópolis, Bernardo Rossi.
 
“O Santos Dumont é um divisor de águas para a Petrobras, seus parceiros e o meio científico brasileiro, pois tem a capacidade de analisar uma quantidade gigantesca de dados num ritmo muito mais veloz e com muito mais precisão. Estamos empenhados em investir cada vez mais em tecnologias de Transformação Digital que gerem valor e tragam retorno substancial às nossas atividades de exploração e produção de petróleo e gás”, disse o Gerente Executivo interino do Cenpes Juliano Dantas.
 
A expansão do supercomputador teve suporte financeiro proveniente da receita de 1% do valor bruto da produção anual de petróleo do campo de Mero. A destinação de recursos para atividades de pesquisa e desenvolvimento é parte das obrigações do contrato de partilha de produção de petróleo.
 
O campo de Mero é operado pelo Consórcio de Libra e liderado pela Petrobras – com participação de 40% - em parceria com a Shell (20%), Total (20%), CNPC (10%), e CNOOC Limited (10%). O consórcio tem ainda a participação da companhia estatal Pré-Sal Petróleo (PPSA), que exerce papel de gestora desse contrato.
 

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