Trocar data center por cloud virou tendência?

Em entrevista, o Key Account Manager de Data Centers & Intallers da Fluke Networks, Richard Landim, fala sobre as mudanças no setor
 

10 September 2019 escrito por Tatiane Aquim

Trocar data center por cloud virou tendência?
Richard Landim, Key Account Manager de Data Centers & Intallers da Fluke Networks
De acordo com o Gartner, em 2025, 80% das organizações migrarão seus dados de data centers locais para ambientes na nuvem, levando-as assim, ao gradual encerramento de seus data centers tradicionais.
 
Deste modo, as empresas devem se preparar para esse movimento, ajustando as cargas de trabalho com base nas necessidades dos negócios e não se limitando a decisões baseadas em localização física.
 
Para repercutir este tema e falar a respeito do mercado de data center no Brasil, oferecer dados exclusivos e traçar um panorama sobre a atual situação deste segmento nas empresas brasileiras, a DCD conversou com o Key Account Manager de Data Centers & Intallers da Fluke Networks, Richard Landim.
 
A Fluke Networks atua há mais de 70 anos no mercado e é hoje uma das líderes globais em soluções de teste e certificação de cabeamento estruturado. Possui o único OTDR que nasceu exclusivamente para atender os data centers. Com matriz na cidade de Everett - Washington, nos Estados Unidos, a empresa distribui seus produtos em mais de 50 países. No Brasil, está presente através da subsidiária Fluke do Brasil, com escritório em São Paulo e centenas de distribuidores espalhados pelo país.
 
DatacenterDynamics: Gostaria que traçasse um panorama sobre a atual situação do setor de data center brasileiro.
 
Richard Landim: Atualmente, no Brasil, já existem alguns data centers nomeados no mercado como hyperscale, que são data centers que alimentam operações como a do Google, Facebook, Microsoft e Amazon entre outros. Deste modo, percebe-se que a disponibilidade tem sido o grande tópico que fez com que essas empresas utilizassem serviços de data center no Brasil, já que nossos links externos são ainda uma limitação para se ter acesso a um data center fora do Brasil.
 
DCD: Como você avalia o perfil das empresas brasileiras de data center?
 
R. L.: Felizmente grande parte dos empresários e diretores percebem que ter suas aplicações disponíveis 24/7 é crucial para os negócio, então a adoção de sistemas em nuvem utilizando a estrutura destes data centers tem sido cada vez maior. O grande limitante neste momento para as empresas brasileiras tem sido o que chamamos de “última milha”, que é o serviço de conexão à internet que os usuários e empresas recebem em seus estabelecimentos. Contudo, com um serviço ainda precário neste segmento, infelizmente as empresas não adotaram tão rapidamente quanto gostariam, até que tenham certeza que terão a disponibilidade desejada.
 
DCD: Em termos de cabeamento, como a Fluke avalia o mercado de data center?
 
R.L.: Falando da qualidade do cabeamento nos data centers hoje, é uma realidade as conexões em cobre até a Categoria 6A, e quando desejam velocidades de conexão acima de 10Gbps os clientes buscam por conexões em fibra óptica multimodo, que ainda tem sido uma solução mais barata frente as fibras ópticas monomodo, quando analisamos todo o sistema incluindo os ativos de redes (switches, roteadores e servidores).
 
DCD: Gostaria que evidenciasse em números a tendência de data centers cloud vs data centers tradicionais.
 
R.L.: Não acho justo fazer uma comparação por quantidade de data centers cloud e data centers tradicionais, visto que sempre que surge uma empresa nova e a maioria inicia suas operações com seu pequeno data center. Sendo assim, temos uma quantidade de milhares de data centers tradicionais todo ano, mas vale lembrar que um data center cloud pode abrigar centenas de milhares de empresas como as citadas anteriormente. O mais importante é perceber que está ocorrendo uma transição neste momento e diversos negócios não estão mais dependendo de uma estrutura física, como um escritório, por exemplo.
 
Começamos então a perceber uma quantidade cada vez maior de empresas que já nascem na nuvem, um excelente exemplo são os novos bancos 100% digitais. Bancos como estes, precisam que seus serviços estejam disponíveis a todo instante de onde o correntista estiver, independentemente de sua localização geográfica ou fuso horário.
 
DCD: O Brasil dispõe hoje de um número considerável de profissionais qualificados para data centers?
 
R.L.: Tenho recebido de diversos data centers cloud os inputs de que tem sido extremamente difícil contratar bons profissionais nesta área, que compreendam não só a criticidade desta operação, mas também a qualidade que o cerca. Por isso, profissionais que pretendem embarcar neste seguimento devem buscar cursos que estejam alinhados com as normas internacionais e nacionais também.
 
 

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