Petrobras utiliza Cogeração para data center Tier III no Rio

Além do consumo energético mais eficiente, empresa também capta água da chuva e possui uma estação de tratamento de resíduos para o reaproveitamento de água

6 September 2019 escrito por Tatiane Aquim

Petrobras utiliza Cogeração para data center Tier III no Rio
Crédito: Computadores de grande porte do Centro Integrado de Processamento de Dados da Petrobras (CIPD), gerenciado pela Tecnologia da Informação e Telecomunicações (TIC) / Andre Motta de Souza/BANCO DE IMAGENS PETROBRAS
Construído utilizando o conceito de Cogeração, que permite maior eficiência energética, o data center da Petrobras conta com geração de energia a gás e chillers de absorção, que complementam o fornecimento elétrico da concessionária. Quanto à manutenção, o data center possui redundância dos sistemas de utilidades, permitindo operações concorrentes sem a necessidade de parada dos ambientes de TIC.
 
Empresa de economia mista, com sede no Rio de Janeiro, a Petrobras opera atualmente em 25 países, no segmento de energia, prioritariamente nas áreas de exploração, produção, refino, comercialização e transporte de petróleo, gás natural e seus derivados. A gigante brasileira do petróleo é hoje a 28ª maior empresa do mundo por receita e se preocupa com o armazenamento de seus dados. O atual data center da empresa, foi construído para fazer frente ao crescimento da companhia, até então a Petrobras mantinha um CPD próprio em seu edifício sede na Avenida Chile, no Centro da cidade do Rio de Janeiro. O data center próprio abriga sistemas críticos e o contrato na modalidade colocation atende a funções específicas, como disaster recovery e transbordo de capacidade. Para a Petrobras, a vantagem dessa estratégia é maximizar a flexibilidade no atendimento às demandas da empresa, permitindo adequação entre demanda e infraestrutura.
 
Parque de TI
 
Em 2011 a Petrobras investiu em um parque de TI próprio, localizado na cidade do Rio de Janeiro, junto ao Centro de Pesquisas da Petrobras (CENPES) na Ilha do Fundão. O investimento parque tecnológico garantiu uma infraestrutura de TIC mais flexível e adequada para um grande salto na virtualização, viabilizando a implementação de uma nuvem privada e uma infraestrutura de TIC mais flexível e eficiente do ponto de vista energético. Também foi levada em conta a criticidade dos ambientes: ambientes menos críticos foram atendidos por outras formas como hosting externo.
 
Estrutura do Data Center
 
Localizado em um prédio construído especificamente para essa finalidade, o espaço possui áreas para equipamentos de refrigeração, subestações elétricas, operação de TIC e facilities. No mesmo prédio encontram-se equipamentos de refrigeração do tipo fan-coil e duas subestações de 13.8 kV que alimentam as UPS do data center.
 
Em um segundo prédio do complexo, operam duas centrais de água gelada, com chillers elétricos e de absorção, e geradores de energia elétrica. A alimentação elétrica do site é garantida por uma subestação de 13.8 kV. O data center, possui atualmente uma capacidade de 3 MVA de potência elétrica para equipamentos de TIC e pode ser expandido para até 6 MVA.
 
Além desse complexo, a Petrobras opera com data centers contratados no modelo colocation, que atendem a demandas específicas, como disaster recovery e computação de alto desempenho.
 
Com um projeto que possui certificação Tier III do Uptime Institute, o data center da Petrobras possui aproximadamente 37 mil m². As salas técnicas, compostas de data hall e salas de telecomunicações, correspondem a aproximadamente 3750 m². Com relação ao cabeamento, o data center possui um anel de fibra óptica que foi usado para interligar os setores que passam pelo principal piso técnico.
 
O data center está preparado para alta densidade e Cloud Computing, foi projetado para atender à computação de alto desempenho, servidores blades e ao ambiente da Nuvem Privada. A densidade média por bastidor é de aproximadamente 4,5 kW de consumo real e é possível alimentar clusters com mais de 23 kW de consumo por bastidor.
 
Climatização
 
O sistema de refrigeração é baseado em água gelada, utilizando chillers elétricos e de absorção. O projeto possui um duplo anel de água e duas centrais de água gelada para garantir a redundância. O projeto segue recomendações da ASHRAE para esse tipo de ambiente, porém a elevação para 27 graus não foi implementada. Critérios ambientais foram levados em consideração, já que o data center opera a partir do processo de Cogeração, promovendo um consumo energético mais eficiente, que além disso, realiza a captação de água da chuva e possui uma estação de tratamento de resíduos para o reaproveitamento de água. Dentre outras utilizações, a água reaproveitada é utilizada para complementar o sistema de refrigeração do data center.
 
 

 

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