CenturyLink mira no Nordeste

Em entrevista, o diretor de Negócios Data Center, Cloud e Segurança da CenturyLink, Rodrigo de Oliveira, detalha a estratégia da empresa global para o Brasil. Confira.
 

20 August 2019 escrito por Tatiane Aquim

CenturyLink mira no Nordeste
Rodrigo de Oliveira, diretor de Negócios Data Center, Cloud e Segurança da CenturyLink
No último ano, a CenturyLink investiu em diversas ações de expansão na região Nordeste, quando concluiu a ampliação de sua rede de fibra óptica na região, conectando Fortaleza (CE) e Salvador (BA) com uma infraestrutura de, aproximadamente, 2,3 mil quilômetros. Com capacidade para transmissão de 300 gigabits, a rota habilita serviços de transporte e IP (Internet, IP VPN e EVPL de alta capacidade), além de disponibilizar o acesso ao portfólio completo de produtos globais da CenturyLink e uma diversidade de rotas de fibra.
 
Outra recente expansão de rede conectou o Nordeste ao Sudeste, ligando Salvador (BA) a Belo Horizonte (MG), com um total de 3800 Km e capacidade instalada de 400 Gigas na camada de transmissão, fornecendo às empresas um caminho de fibra completo, além de diversidade de rota adicional e maior capacidade.
 
Além disso, a provedora, que é uma das líderes em oferta de rede híbrida, conectividade na nuvem e segurança, inaugurou em julho deste ano, novas sedes das filiais em Natal (RN) e Recife (PE), estendendo assim a atuação no Nordeste e alavancando novas vendas de serviços de telecomunicações e TI sobre a rede de conexão da empresa.
Em entrevista, o diretor de Negócios Data Center, Cloud e Segurança da CenturyLink, Rodrigo de Oliveira, detalha a estratégia da empresa global para o Brasil. Confira.
 
DatacenterDynamics: Em termos de conectividade, Fortaleza vem ganhando cada vez mais espaço em nível nacional. De que forma, a CenturyLink vem dando atenção especial à capital cearense?
 
Rodrigo Oliveira: A CenturyLink está presente em Fortaleza há quase vinte anos, concentrando na cidade Landing Stations que servem como ponto de conexão entre as redes terrestres e  os cabos submarinos, fornecendo conectividade direta a cerca de 720 mil quilômetros de rotas de fibra no mundo todo. Diferente dos data centers, as Landing Stations são usadas para abrigar operações de clientes que trabalham com baixa intervenção humana, normalmente instalações de telecomunicações de clientes de grande volume de transporte internacional. Mas não é apenas infraestrutura, em Fortaleza a Centurylink mantém uma base comercial com equipe responsável pelo atendimento da região, com foco no mercado corporativo.
 
DCD: Quantos data centers a CenturyLink possui no Brasil?
 
R. O.: A CenturyLink opera três data centers no Brasil, que hospedam tanto ambientes da CenturyLink quanto de clientes, com uma equipe especializada de técnicos administrando os ambientes. As unidades estão localizadas em Cotia (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Curitiba (PR).
 
DCD: Quantos data centers a CenturyLink possui globalmente?
 
R. O.: A empresa opera mais de 360 data centers no mundo. A CenturyLink regularmente mede e aprimora os serviços de data center e segurança. Uma parte importante do processo de manutenção inclui a atualização e a renovação das certificações das instalações, que são a fundação das rígidas políticas de segurança da informação, para serviços tradicionais e em nuvem.
 
DCD: Que certificações os data centers da CenturyLink no Brasil possuem?
 
R. O.: Os data centers da CenturyLink no Brasil, assim como as outras 15 unidades presentes na América Latina, possuem diversas certificações, tais como a Tier III do Uptime Institute, SAP Hosting Partner, ISO/IEC 9001, ISO/IEC 27001 e ISO/IEC 27017, o que reflete o compromisso da empresa de manter os altos níveis de qualidade estabelecidos pelos padrões internacionais para a gestão de data centers.
 
DCD: Como a CenturyLink avalia o mercado brasileiro de data center?
 
R. O.: O mercado brasileiro de data centers apresenta muitas oportunidades de expansão. Com cada vez mais empresas iniciando a jornada da Transformação Digital, a demanda por serviços de backup, nuvem e hospedagem, entre outros, também tem aumentado. A CenturyLink oferece aos clientes a infraestrutura e tecnologia necessárias para acelerar o crescimento dos negócios digitais, ajudando e melhorando a experiência dos usuários e os processos de negócio.
 
Além disso, a CenturyLink investiu recentemente na expansão do data center do Rio de Janeiro para acomodar a ampla demanda regional dos clientes por serviços de colocation, hosting, computação em nuvem, segurança, colaboração, comunicação e serviços gerenciados. Com a ampliação, temos aproximadamente 4.000 m² construídos, sendo 2.000 m² de piso branco para abrigar o processamento de nossos clientes em diferentes modalidades.
 
DCD: Que diferenciais positivos o mercado brasileiro possui em relação a outros mercados da América Latina?
 
R. O.: Brasil e México são dois mercados com grande potencial econômico na América Latina. O Brasil é um país extenso, com muitas peculiaridades internas. Algumas regiões concentram um PIB igual ou superior a economias de países inteiros da América Latina. Isto, por si só, já é um diferencial importante para definir objetivos de negócios. De qualquer forma, a CenturyLink como uma empresa global presente em mais de 60 países, avalia não apenas os aspectos internos, mas as necessidades de nossos clientes de todo o mundo em conectar-se com seus mercados. Clientes da região que buscam mercados externos e clientes de fora que buscam os mercados locais. Nossos data centers atendem empresas locais que buscam eficiência operacional em sua infraestrutura, e também clientes internacionais que precisam de uma base para processar e distribuir informações para clientes da região.
 
DCD: Para a CenturyLink quais serão as tendências para o setor de data center?
 
R. O.: Sem dúvida, do ponto de vista do provedor de serviços, a busca pela eficiência energética é um dos grandes desafios e tendências. Montar estruturas eficientes do ponto de vista do custo e disponibilidade, e sustentáveis do ponto de vista ambiental, será uma tendência observável nos modelos de construção. Do ponto de vista do serviço, os ambientes híbridos que permitam a coexistência de modelos físicos e virtuais, públicos e privados, e a disponibilidade de ferramentas para simplificar a administração de processos e workloads entre estes ambientes e mesmo entre diferentes provedores será a tendência para os próximos anos. 
 
DCD: A Edge Computing é um caminho sem volta?
 
R. O.: Do ponto de vista conceitual, a Edge Computing é uma etapa de um longo caminho de evolução tecnológica, já mais próximo de nossa realidade. A Edge Computing implica no processamento de dados na ponta do usuário, reduzindo ao máximo a dependência de um ponto central e o tráfego de informação entre usuário e o data center. De certa forma, o mesmo conceito da CDN (Content Network Delivery) já utilizado para a transmissão de vídeos e áudios ou distribuição de arquivos, por exemplo. A evolução das telecomunicações, com melhoria da qualidade cobertura das redes de dados móveis, permite chegar a pontos remotos de forma mais confiável.
 
A miniaturização e evolução dos códigos de SW permitem equipamentos cada vez menores e com maior capacidade de processamento, permitindo a evolução de tecnologias como a IoT. O desenvolvimento de tecnologias de segurança da informação fornecem plataformas mais seguras. Neste sentido, pode-se dizer que a Edge Computing é uma tendência que deve acentuar-se nos próximos anos. A CenturyLink, com uma rede global presente em mais de 60 países, conectada a mais de 360 data centers em todo o globo, está preparada para ajudar nossos clientes a montar a infraestrutura necessária para atingir seus objetivos de negócios através desta ou de outras estratégias de negócio.
 
 

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