Arquitetura em Nuvem: entenda o conceito

De acordo com o estudo, realizado pela Claranet, 90% das companhias estão trabalhando na adoção de ferramentas de automação para que isso aconteça no máximo nos próximos dois anos
 

21 August 2019 escrito por Carlos Eduardo Alves

Migrar dados, sistemas e aplicações para a arquitetura em nuvem é a grande tendência no cenário de tecnologia. Mesmo as empresas que ainda não aderiram a esse movimento já planejam o uso de Computação em Nuvem, nos próximos anos. De acordo com o estudo "Além da Transformação Digital", realizado pela Claranet, 90% das companhias estão trabalhando na adoção de ferramentas de automação para que isso aconteça no máximo nos próximos dois anos.
 
A busca pela migração para a nuvem se explica pelas vantagens competitivas para as corporações, como a redução de custos, segurança de dados, além da possibilidade de execução de cargas de trabalho remotamente pela internet a partir do data center de um fornecedor comercial em um modelo de "nuvem pública".
 
Dentro deste ambiente, a variedade de serviços disponíveis é bastante vasta. Contudo, há três principais pilares que compõem a arquitetura em nuvem: Saas (software como serviço), IaaS (infraestrutura como serviço) e, finalmente, PaaS (plataforma como serviço). Estas três opções são as mais usadas por gestores de TI, a fim de estruturar melhor as operações em cada ambiente.
 
Como estes são os pilares que ajudam as empresas a ganhar mais eficiência e reduzir gastos com infraestrutura local, vale a pena falar com mais atenção sobre cada um deles:
 
SaaS (software como serviço): O pilar SaaS oferece acesso integrado aos aplicativos de software de um provedor. Trata-se de um modelo de distribuição de software. Ou seja, em vez de baixar o software para ser executado localmente, o programa é hospedado por um provedor terceirizado. Ele é então acessado por usuários pela internet, por meio de uma interface de navegador da web.
 
IaaS (infraestrutura como serviço): O IaaS é uma infraestrutura de computação instantânea, provisionada e gerenciada pela internet. Ela rapidamente aumenta e diminui com a demanda, permitindo que você pague somente pelo que usa, ajudando a evitar as despesas e a complexidade de comprar e gerenciar seus próprios servidores físicos e outras infraestruturas de data center. Cada recurso é oferecido como um componente de serviço separado, e você só precisa alugar um em particular pelo tempo que precisar. Neste esquema, o hardware é fornecido e gerenciado por provedores externos no ambiente de nuvem.
 
Alguns dos principais benefícios do IaaS são escalabilidade (a ampliação de seus sistemas pode ser feita de maneira rápida e eficiente), eliminação da manutenção de hardware (pois o hardware por trás do IaaS é gerenciado externamente, e o investimento com esta tarefa é poupado 100%) e acesso sob demanda (paga-se pelos recursos usados, mantendo os custos baixos).
 
Um bom exemplo é o Banco Fibra, que recentemente fez a migração completa de suas aplicações para a nuvem usando o IaaS. A partir de agora, serviços como Internet Banking, sistema jurídico e de pagamentos, entre outros, rodam integralmente em uma plataforma de nuvem – o que deve garantir um retorno financeiro 6% maior em um período de 5 anos, além de oferecer mais estabilidade e escalabilidade às aplicações, e mais segurança aos clientes e colaboradores da instituição.
 
PaaS (plataforma como serviço): O modelo PaaS proporciona um conjunto de serviços destinados, especificamente, aos desenvolvedores. Assim, os profissionais podem aproveitar ferramentas, processos e APIs compartilhados a fim de acelerar o desenvolvimento, o teste e a implantação de aplicações.
 
A Embraer, por exemplo, recentemente criou, com a ajuda da Claranet, o IKON, uma estrutura serverless para desenvolver um sistema em nuvem capaz de captar, armazenar e fazer análise de alto volume de dados para manutenção preditiva da família de E-Jets. A solução em tecnologia, que reúne Big Data e Analytics, pode oferecer um ganho de 96% de produtividade em análise e processamento de dados das aeronaves, estabelecendo novos padrões em serviços e suporte aeronáuticos, além de um alto poder de escalabilidade, elasticidade, durabilidade e análise.
 
Para migrar suas aplicações de forma segura, é necessário buscar um parceiro de nuvem com know-how a fim de incorporar recursos no projeto de migração e usar com responsabilidade todos os benefícios à disposição.
 
Apesar de o desafio ser gigantesco, a boa notícia é que a migração não precisa acontecer do dia para a noite, mas deve ocorrer de forma bem planejada e com o envolvimento de todo o time.
 
*Carlos Eduardo Alves é head de marketing da Claranet Brasil.

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