Porque cada vez mais colos acreditam que a pré-fabricação é fabulosa

Provedores de colocation estão se deparando com um mercado de data centers cada vez mais volátil. Atender às demandas de Cloud Computing e Edge Computing exigirá formas mais eficientes e mais ágeis de projetar, construir e operar nova capacidade 
 

13 June 2019 escrito por Matt Weil

Porque cada vez mais colos acreditam que a pré-fabricação é fabulosa
Matt Weil, diretor de Gestão de Ofertas da Vertiv
As provedoras de colocation estão enfrentando um período de crescimento sem precedentes, mas essa oportunidade traz consigo transformação e disrupção. Novos modelos de negócios e novas tecnologias são necessários para atender a essas mudanças. A prática da indústria, de que cada nova instalação seja um design único, parece ser cada vez mais ineficiente em face à demanda por capacidade consistente e escalável. 
 
De acordo com um recente estudo conduzido pela 451 Research e a Vertiv, apesar das empresas estarem retendo até 40% de sua carga de trabalho internamente, a maioria dos participantes na pesquisa planejava aumentar seu uso de cloud computing privado e público nos próximos dois anos.
 
A pressão contínua para entregar mais serviços de cloud computing, mas em um ambiente ‘híbrido-nativo’ que consiste tanto em público como privado, inevitavelmente levará as empresas, e as provedoras de serviços que dão suporte a elas, a buscar soluções que ofereçam consistência, mas à uma velocidade e escala impossíveis através do design e das práticas de construção tradicionais.  
 
Cloud computing público: obstáculo e oportunidade
 
Mas enquanto as provedoras de colocation estão enfrentando a concorrência das operadoras de cloud pública, essas mesmas provedoras de cloud computing estão cada vez mais evitando construções próprias para espaço de atacado em colocation; uma fonte de disrupção também está impulsionando o crescimento em colocation. 
 
 
De acordo com a pesquisa da 451, as provedoras de cloud computing fora das três maiores (Amazon, Microsoft e Google) têm uma forte tendência a alugar quase todo o espaço do seu data center. “Mesmo as três grandes provedoras, que construíram grandes campus de data centers, tendem a alugar grande parte de espaço de data center de provedoras especializadas, e essa tendência parece ter aumentado nos últimos anos devido à grande utilização da cloud computing pelas empresas e a necessidade das provedoras de cloud de aumentar rapidamente suas infraestruturas globais”, concluiu o relatório.
 
Preste atenção na IoT, na Edge e no 5G
 
Entretanto, a cloud computing não é a única fonte de disrupção que as provedoras de colocation estão enfrentando. O movimento em direção à centralização de TI, dos data centers empresariais internos levados pelo rápido crescimento em cloud pública e pelas estratégias híbridas, deve encontrar uma força oposta de descentralização impulsionada pelas cargas de trabalho do edge computing. As colos terão cada vez mais um papel vital na hospedagem dessas cargas de trabalho da edge.
 
De acordo com o estudo, muito da nova demanda por edge computing – e da demanda por micro data centers padronizados – será gerada pelas cargas de trabalho associadas com a Internet das Coisas (IoT). “A IoT não é mais uma tendência que possa ser ignorada por alguma provedora de serviços de capacidade para data centers. Quase todos – um surpreendente percentual de 98% - os participantes na pesquisa têm projetos de IoT, ou sendo implementados, ou nas fases de planejamento pré-implementaçao”, afirma o relatório. 
 
O crescimento da edge computing e de data centers corretamente dimensionados também será impulsionado e viabilizado pelo 5G.
 
Novos mercados demandam novas tecnologias
 
Dado ao impacto da cloud híbrido, da cloud pública, da IoT e da edge computing, torna-se claro que as provedoras de colocation precisarão inovar para acompanhar o ritmo deste cenário mutante. Por exemplo, estão surgindo novas empresas para atender a demanda por edge colocation, e as colos tradicionais precisarão responder. Responder à essas mudanças requer, efetivamente, que as provedoras de colocation demonstrem uma variedade de qualidades:
 
Agilidade – A capacidade de construir capacidade nova em um tempo oportuno e em novos locais é fundamental para concorrer de forma eficaz.
 
Eficiência – Competir com as provedoras de cloud computing e construir capacidade para elas significa corresponder às novas práticas altamente eficientes que essas operadoras estabeleceram em seus próprios sites de hyperscale.
 
Desempenho – A qualidade dos serviços é fundamental em um ambiente progressivamente competitivo, o que significa que capacidade nova não apenas precisa ser construída de forma rápida e eficiente, mas também que precisa ter altos níveis de resiliência e eficiência operacional. 
 
Sob este panorama competitivo, as provedoras de colocation proativas estão pesquisando e adotando uma variedade de modelos de negócios e tecnologias inovadoras que possam ter sido anteriormente percebidas como não convencionais ou nascentes. 
 
É hora de se tornar pré-fabricado e modular 
 
Uma daquelas tecnologias relativamente esquecidas, e provavelmente subavaliadas, é o chamado Data Center Modular Pré-fabricado (PFM). PFM é uma forma de construir e implementar nova infraestrutura de energia, refrigeração ou espaço em branco de uma maneira mais consistente e escalável. As unidades de capacidade são fabricadas fora do site para criar infraestrutura eficiente, ágil e sustentável. 
 
O PFM tem estado presente no setor de data centers por mais de uma década, mas está se tornando uma opção cada vez mais importante para que as operadoras de data centers satisfaçam as necessidades de seus clientes ao mesmo tempo em que mantêm a excelência em operação e disponibilidade. A 451 Research afirma que o mercado para data centers PFM deve expandir com uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) para cinco anos de 14,4% até 2021, quando atingirá 4,4 bilhões de dólares. 
 
“A metodologia PFM está se tornando a forma preferida de expandir e construir nova capacidade de data centers e sistemas turnkey ou críticos. Apoiado pelos processos industriais, ela tem nítidas vantagens em termos de controle de qualidade, velocidade de instalação e consistência de construção”, disse Daniel Bizo, analista principal da 451 Research.
 
Os benefícios do PFM
 
Velocidade: O PFM, sob as condições certas, pode ser implementado muito mais rapidamente que as abordagens tradicionais. Os aspectos modulares dos PFMs ajudam às empresas a adequar o fornecimento da capacidade necessária à demanda do negócio, e o processo de construção PFM permite que a configuração e testes no nível do sistema sejam feitos antes da instalação no site, o que simplifica o comissionamento e minimiza o potencial para problemas durante o start-up.
  
Escalabilidade: Mais importante para as provedoras de colocation que tentam satisfazer à demanda, os PFMs são inerentemente escaláveis, permitindo a expansão planejada com dispêndios de capital escalonados que maximizam o Capex e diminuem o custo total de propriedade. Além disso, conforme o mercado e as estratégias empresariais mudem, a nova capacidade esperada pode ser facilmente reimplementada em outro local. Os PFMs também permitem a experimentação geográfica uma vez que podem ser escalados de pequenos até muito grandes se o site permitir.  Para os provedores de colocation que exploram sites de edge para reduzir a latência e complementar suas ofertas, o PFM pode viabilizar a instalação rápida e com ótimo custo-benefício.  
 
Desempenho: Para locações remotas sem suporte técnico ou de manutenção, as plataformas globais padrão, construídas e testadas em fábrica e que proporcionam gerenciamento remoto e suporte do fornecedor, podem garantir infraestruturas confiáveis e reativas que apoiam a aquisição de novas fontes de receita.
 
Consistência global: Para os provedores de colocation que exploram diversas expansões, regional ou globalmente, o design do PFM pode ser customizado para atender às necessidades do negócio em relação a características como arquitetura de energia, gerenciamento e contenção térmica, controle de acesso, segurança e disponibilidade e pode ser, então, replicado com modificações para atender às diferenças regionais ou geográficas. O PFM pode reduzir a complexidade de fornecimentos e fornecedores através da simplificação da compra e aquisição de sistemas e instalações para, em alguns casos, um único pedido de compra.
 
Finalmente, PFM é uma tecnologia que faz muito sentido quando comparada com projetar e construir cada novo data center como único, com toda a complexidade, custo e tempo que essa abordagem personalizada normalmente demanda. A demanda por sites core de cloud computing que sejam ágeis e consistentes globalmente significará, esperarmos, que o PFM finalmente deixe de ser um disruptor para ser a opção padrão da indústria. 
 
*Matt Weil é diretor de Gestão de Ofertas da Vertiv.

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