Cisco: Transformação Digital impulsiona mercado de data center brasileiro

Iniciativas de Big Data, Analytics, Internet das Coisas e Multicloud movimentam o mercado
 

24 June 2019 escrito por Tatiane Aquim

Cisco: Transformação Digital impulsiona mercado de data center brasileiro
Adriano Gaudêncio, diretor de arquiteturas e soluções da Cisco do Brasil
Há 25 anos atuando no Brasil, a norte-americana Cisco oferece uma arquitetura, que cobre desde a camada de infraestrutura de rede, com a parte de switches Nexus, computação com servidores UCS e hiperconvergência HyperFlex, passando pela camada de gerenciamento, otimização e orquestração de ambientes; chegando até a parte de segurança e performance de aplicações. A fábrica da empresa no Brasil, atende mais de 50% das vendas nacionais e cobre 100% dos switches e servidores de data center, além de outros produtos.
 
Hoje, a Cisco possui cobertura em todo o território nacional e conta com mais de 2.000 canais. Além disso, possui um Centro de Inovação, o COI, localizado na cidade do Rio de Janeiro que permite apoiar parceiros e clientes no desenvolvimento de soluções inovadoras. 
 
Para a Cisco, o mercado brasileiro de data center vive um momento muito intenso, motivado pelos projetos de Transformação Digital das organizações. "Temos visto o mercado bastante ativo, com companhias ajustando sua infraestrutura para atender iniciativas de Big Data, Analytics, Internet das Coisas e Multicloud, desenvolvendo uma abordagem que garanta agilidade, flexibilidade e segurança, na mesma medida que assegura velocidade e melhores experiências para os clientes. 
 
Esse cenário vem para atender uma demanda crescente por aplicações rodando em uma gama mais diversificada de dispositivos, usuários mais conectados e cargas de trabalho mais distribuídas, o que demanda uma busca maior por automação e segurança", destaca o diretor de arquiteturas e soluções da Cisco do Brasil, Adriano Gaudêncio, que em entrevista fala sobre as iniciativas da Cisco no setor de data center do Brasil. Leia, a seguir. 
 
DatacenterDynamics: Qual é a importância do mercado brasileiro de data center para a Cisco em relação a outros mercados da América Latina?
 
Adriano Gaudêncio: Trata-se de um mercado extremamente importante para a Cisco. Hoje, a Cisco Brasil representa 50% em relação aos demais mercados da Cisco na América Latina; no quarto trimestre de 2018, teve um Market share de 62% das receitas de ethernet switches no mercado brasileiro, conforme o estudo “IDC LatinAmericaQuarterly Ethernet Switch Tracker 2019Q1”.
 
DCD: Quais são os planos da Cisco para o Brasil nos próximos anos?
 
A. G.: Será cada vez mais difícil atender as demandas de negócio com o volume crescente de informações a processar. Não há outra opção que não seja automatizar, inclusive para manter os custos em patamares administráveis, buscando melhor performance, melhor custo de energia e melhor disponibilidade, essenciais para sustentar uma Transformação Digital e demandas de Big Data, Analytics e Inteligência Artificial.
 
A Cisco quer ser o parceiro estratégico para esta Transformação Digital. Para isso, investe muito em inovação e em compra de novas empresas buscando apresentar uma solução que permita ao cliente ter um diferencial competitivo. 
 
Estamos mostrando ao mercado brasileiro o benefício de uma solução multicloud com automação integrada desde o princípo com segurança.   
 
DCD: Gostaria que falasse sobre a experiência da Cisco nos Jogos Olímpicos Rio 2016.
 
A. G.: Como apoiadora dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, a Cisco foi responsável por toda a infraestrutura de equipamentos de rede e servidores corporativos necessários para sua realização e entregou o que foi reconhecido como os Jogos mais Conectados e Seguros da história. Além disso, tínhamos o desafio de tornar o evento como o mais inclusivo da história, deixando um legado para a sociedade que pudesse se estender por décadas. E ao final de 2017, conseguimos concluir nosso programa de Legado Olímpico, com foco totalmente na inclusão da sociedade no processo de Transformação Digital através da  Educação e sistemas de ensino, com a doação dos equipamentos usados nos Jogos para a Prefeitura de São Paulo e Governo do Rio, além da doação de tecnologia implementada no Porto Maravilha e Naves do Conhecimento para a Prefeitura do Rio.  
 
DCD: Como surgiu a iniciativa de doar os equipamentos da Cisco para o data center do Centro de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Rio de Janeiro (Proderj)?
 
A. G.: Reforçando nossa estratégia e esforços contínuos de estímulo à inovação, Transformação Digital e apoio à educação no país, a Cisco doou parte dos equipamentos utilizados na realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 para o Governo do Estado do Rio de Janeiro. O objetivo foi apoiar a melhoria da prestação de serviços à população do Estado, assim como o aumento da eficiência e eficácia dos serviços prestados à Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro, por meio de equipamentos Cisco. 
 
O Proderj tem provido a infraestrutura de processamento e de armazenamento de toda a Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro, como parte do Projeto de Infraestrutura de Computação em Nuvem. Além da área de Educação, os equipamentos doados terão impacto direto nos serviços prestados para órgãos e secretarias estaduais como Segurança, Saúde, Fazenda e Planejamento e Procuradoria Geral do Estado. A modernização permitirá ainda a implantação de modernas ferramentas de Business Intelligence (BI), que possibilitará uma gestão mais eficiente e transparente das informações de governo.
 
Os equipamentos doados ao Proderj foram utilizados na montagem dos data centers da Rio 2016 que suportavam as aplicações e dados dos Jogos Rio 2016. 
 
DCD: Qual é a visão de estratégia de data center da Cisco para o Brasil? 
 
A. G.: Existe uma frase que usamos internamente que diz: “Não existe mais nada no centro quando pensamos em data center”. Essa frase  expressa a ideia de que, quando refletimos sobre a inexistência de um centro para os dados, concluímos que não há mais bordas ou limites. 
Aplicações e dados rodam em nuvens (privadas, públicas, híbridas), em servidores bare-metal, nas bordas da rede, em dispositivos de IoT. Assim, chegamos a um ponto em que a evolução digital faz com que empresas rompam barreiras físicas e virtuais, e ofereçam recursos para seus clientes, colaboradores e parceiros a uma velocidade e agilidade sem precedentes, onde quer que estejam para que se mantenham competitivas.
 
Dentro desse novo normal que não reconhece fronteiras, percebemos a existência três forças principais afetando os data centers, são elas:
 
1. As aplicações estão evoluindo. Empresas precisam capturar dados e levar soluções para onde seus usuários se encontram, desde escritórios remotos até filiais, fábricas e campos, movendo-se por domínios próprios rumo às bordas da rede e da nuvem. Com os dados sendo criados fora do data center, os sistemas devem ser capazes de agir imediatamente ao mesmo tempo em que mantêm uma política consistente e com segurança.
 
2. As cargas de trabalho estão mais distribuídas. Da fronteira física da empresa até a borda da nuvem não há mais barreiras. E os data centers devem processar informações onde essas informações precisam ser processadas, independente do volume e da escala, e na velocidade que demandam os negócios.
 
3. Os ambientes multicloud estão mais demandados. Não há mais uma, mas várias nuvens nos horizontes empresariais. Esse movimento é impulsionado por motivadores econômicos, como comprar versus construir ou consumir versus adquirir. Ter a opção de ferramentas na nuvem, pode aumentar a velocidade e a agilidade para os desenvolvedores e times tanto de TI quanto de negócios. Continuidade de operações e recuperação de desastres também levam empresas à nuvem. Para garantir que os dados sejam protegidos ou que os aplicativos sejam resilientes, os clientes estão usando a nuvem para aumentar a cobertura dos data centers locais.
 
Frente a esse cenário, a Cisco entende que o data center precisa acompanhar dados e aplicações onde os negócios acontecem. E essa é nossa proposta de arquitetura quando falamos em processamento de dados. Nossa solução oferece a segurança e consistência em toda a rede, com simplicidade e gerenciamento a partir de um único painel, tudo isso com uma estratégia multicloud que começa em casa, com o seu data center existente. 
 

CONECTAR-SE COM DCD

ENTRAR


Esqueci a senha?

Criar conta MyDCD

Você precisa de profissionais qualificados?

regiões

region LATAM y España North America Europe Em Português Middle East Africa Asia Pacific

Whitepapers Ver Todos