Corning: desafios e oportunidades de expansão do mercado de fibra FTTH em 2019

Em entrevista exclusiva, Kara Mullaley, Global FTTH Market Manager da Corning, fala sobre as particularidades deste mercado e dos caminhos do 5G

12 April 2019 escrito por DatacenterDynamics

Segundo a Corning, cada vez mais, aplicativos com uso intensivo de banda larga estão extrapolando os limites das redes tradicionais, gerando a necessidade de velocidades muito maiores. As grandes empresas de tecnologia já estão olhando além de 100G para satisfazer as demandas que estão sendo colocadas para aplicações como Inteligência Artificial e Machine Learning, em que 100 ou 1.000 dispositivos de alta computação interconectados, executando algoritmos muito complexos para identificar padrões familiares baseados nos dados que são fornecidos.
 
A realidade aumentada e virtual tem como objetivo fornecer uma experiência mais enriquecida ao usuário, tecnologias essas que consomem quantidades significativas de banda larga, o que leva à necessidade de descentralizar algumas das capacidades de processamento tradicionais de um data center e aproxima esse processamento do usuário em um recurso de Edge Computing. Bem posicionada neste segmento, a Corning é uma das líderes globais em inovação na ciência dos materiais.
 
Atualmente, os produtos da empresa capacitam diversas indústrias, como eletrônicos para consumidor final, telecomunicações, transporte e life sciences. Em entrevista exclusiva, Kara Mullaley, Global FTTH Market Manager da Corning, fala sobre as particularidades deste mercado e dos caminhos da fibra óptica no país. Leia, a seguir.
 
DatacenterDynamics: A fibra óptica está pronta para atender a essa demanda por maior velocidade?
 
Kara Mullaley: A fibra óptica sempre foi capaz de suportar redes de maior velocidade - a distância exigida determina a escolha do transmissor e da fibra, mas a Corning tem cabos que suportam 200 T/b interconexões entre salas de dados adjacentes. Continuaremos a ver essas velocidades de tráfego aumentando à medida que mais demandas são colocadas na infraestrutura
 
DCD: Quais tecnologias o Brasil deveria investir para fornecer a velocidade de conexão necessária?
 
K. M.: As redes do futuro serão melhor atendidas por uma densa infraestrutura de fibra. Os custos de implantação de uma rede de fibra são amplamente atribuídos à mão de obra, não necessariamente aos produtos que estão sendo colocados. Portanto, se você tiver uma instalação planejada, aprimorar sua rede com fibra adicional é uma oportunidade simples e de baixo custo para preparar o sistema para o futuro. Além disso, a colocação de pontos de acesso equipados com conectividade reforçada, que possibilitam conexões rápidas, é outro meio para simplificar futuros acréscimos no serviço.
 
DCD: O Brasil está pronto para o 5G? 
 
K. M.: Todas as regiões do mundo estão em estados variados de “prontidão”. Para se preparar para o 5G é necessário, primeiro, investir na tecnologia 4G e expandi-la, ou seja, áreas que já investiram em tecnologias 4G podem estar mais avançadas nesse quesito.
 
DCD: Qual é o papel da fibra óptica no 5G?
 
K. M.: Os principais indicadores de desempenho que definem o padrão 5G exigem, não apenas avanços no que os consumidores consideram como “banda larga móvel aprimorada” (taxas de dados mais altas e eficiência espectral aprimorada), mas também um aumento na densidade de conexão para suportar a Internet das Coisas (IoT), bem como ultra confiabilidade e baixa latência, requisitos superiores aos padrões móveis anteriores. A oferta de fibra óptica com largura de banda praticamente ilimitada a torna o meio preferido para fornecer as velocidades e a latência necessárias para atender a esses novos padrões desafiadores.
 

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