Embratel anuncia construção de 12 data centers no Brasil

Previsão para este ano, é que quatro data centers sejam inaugurados nas cidades do Rio, São Paulo, Fortaleza e Brasília
 

13 March 2019 escrito por Tatiane Aquim

Embratel anuncia construção de 12 data centers no Brasil
Mário Rachid, Diretor Executivo de Soluções Digitais da Embratel
Buscando liderança no mercado, a Embratel vem focando em virtualização e decidiu investir na abertura de novos data centers no Brasil. A previsão é que a empresa tenha 12 data centers em operação até o primeiro trimestre de 2020. A iniciativa contempla quatro data centers de grande porte (nacionais) e oito de médio porte (regionais). 
 
Com a intenção de reduzir latência e interligar os novos data centers, no ano 2018, a Embratel apostou na tecnologia fotônica. A expectativa é que em breve, toda a infraestrutura da operadora esteja transformada, com novos equipamentos digitais e um modelo de orquestração renovado. Com o uso da tecnologia fotônica e uma rede unificada, a previsão é que as marcas Claro, Embratel e NET ganhem ainda mais força.
 
Em conjunto, as empresas estão desenvolvendo um projeto pioneiro de modernização de sua rede nacional de longa distância com a implementação de novas rotas. O Projeto Fotônico prevê a criação de uma rede, que atenderá todo o Brasil, com uma capacidade 10 vezes maior que a atual e utilizará novas tecnologias e integração via SDN (Software Defined Networking), recurso que automatiza a configuração e o provisionamento de toda a malha, permitindo a gestão e manutenção automática dos sistemas em um modelo autogerenciado. 
 
A nova tecnologia torna a rede inteligente, mais robusta e com algoritmos capazes de agir para distribuir fluxo de dados por rotas paralelas e restaurar sistemas de diversos fornecedores em caso contingência ou de falhas, contando com contingenciamentos dinâmicos e automáticos. 
 
Uma instalação que demora cerca de 60 dias, por exemplo, poderá ser feita em apenas 48 horas. Com isso, os lançamentos de produtos e soluções poderão acontecer em um novo ritmo. 
 
Responsável pelas Soluções Digitais da Embratel, Mário Rachid, fala sobre os novos investimentos da operadora. Leia a entrevista, a seguir.
 
DatacenterDynamics: A previsão é que a Embratel conte com 12 data centers em operação até 2020. Em que cidades estarão instalados estes data centers?
 
Mário Rachid: Os 12 data centers mencionados são para engenharia e virtualização dos serviços que prestamos aos clientes. A previsão para este ano são quatro data centers nas cidades de Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Fortaleza (CE) e Brasília (DF). Os demais locais estão previstos para o 1º trimestre de 2020, sendo instalados nas cidades de Porto Alegre (RS), Curitiba (PR), Campinas (SP), Contagem (MG), Salvador (BA), Recife (PE), Belém (PA) e Manaus (AM). 
 
Além desses centros, a Embratel tem uma das maiores estruturas de data center no Brasil, com cinco data centers localizados no Rio de Janeiro (2 centros), Brasília (1 centro) e São Paulo (2 centros). Entre eles está o Data Center Lapa, de classe mundial TIER III.
 
DCD: Que resultados a Embratel espera obter quando os 12 data centers estiverem em operação?
 
M. R.: Acreditamos que, com os data centers, teremos padronização e uso mais racional da infraestrutura física, maior velocidade nas expansões de capacidade de rede, maior segurança e disponibilidade com automatização de orquestração das funções de rede.
 
DCD: Os data centers contarão com certificações? 
 
M. R.: Os data centers seguem todos os padrões internacionais da indústria para construção dos centros. No caso dos novos centros mencionados nessa entrevista, não há obrigatoriedade de certificação, pois são destinados à hospedagem das funções de core de rede para os serviços de dados, voz, vídeo e outros.  Os centros são denominados Telco Cloud Data Centers.
 
DCD: Quanto a Embratel irá investir em 2019 em virtualização, backbone e 5G?
 
M. R.: Seguiremos investindo em virtualização, backbone e 5G nos próximos anos e iremos acompanhar os desenvolvimentos de tecnologias de ponta para levar cada vez mais serviços inovadores aos clientes. Por política da empresa, não comentamos valores de investimentos.
 
 
DCD: A Embratel vem anunciando que quer ser a primeira operadora a lançar o 5G no Brasil, qual é a estratégia para alcançar este objetivo?
 
M. R.: Estamos acompanhando os desenvolvimentos do 5G e investimentos na tecnologia estão em nossa estratégia. A nova rede, por exemplo, está totalmente preparada para as demandas de 5G do mercado. Trará uma enorme velocidade para bancos, empresas, residências e clientes de telefonia móvel.
 
Aplicações corporativas, como Internet das Coisas (IoT), carros autônomos, sistema de controle de semáforos e trânsito e sistemas de automação de distribuição elétrica também ganharão com o aumento de performance. Com a troca de fibras e novas rotas redundantes, será possível endereçar as demandas de 5G da rede móvel, usar IPTV e transmitir filmes com resolução de 4K a uma velocidade sem precedentes no mercado brasileiro.
 
Em nossa jornada rumo ao 5G, previsto para operar nos próximos anos, apresentamos o que há de mais avançado com tecnologia móvel no mundo: o LTE Advanced Pro, algo como a metade do caminho do 4G e o 5G. Importante ressaltar que a tecnologia 4,5G para telefonia móvel já está disponibilizada em diversas cidades do Brasil.
 
Ainda podemos aproveitar muito ainda as redes 4G e 45G; ainda há muito trabalho a ser desenvolvido em IoT usando essas tecnologias e estamos focados em aproveitar o máximo que elas têm a oferecer. Nesse sentido, a Embratel está prestes a lançar comercialmente as redes NB-IoT e CAT-M, que trazem muitos ganhos em relação às redes 2G e 3G. Com o consumo baixo de energia dos dispositivos NB-IoT ou CAT-M, muitas aplicações novas serão criadas.
 
Um exemplo simples que facilita a visualização desse cenário está na coleta seletiva. Poderíamos ter uma coleta seletiva eficiente, na qual o caminhão passa recolhendo o lixo somente quando a lixeira está cheia, e não quando ainda não foi completamente utilizada. Isso só é possível com o uso de sensores que funcionam à bateria. Essa aplicação é possível com as novas redes NB-IoT e CAT-M de baixo consumo.
 

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