Babcock se destaca em Gestão de Ativos de data center no Brasil

Data center do Banco Brasil é o primeiro no mundo a aplicar sistema de gestão

22 March 2019 escrito por Tatiane Aquim

Babcock se destaca em Gestão de Ativos de data center no Brasil
Da esquerda para direita: Sérgio Luiz - Gestor de Operação Mecânica Alexandre Kontoyanis - Gestor de Manutenção Fabiano Azevedo - Gerente de Operações Rodrigo Gonçalves - Gestor de Projetos e Obras Marco Aurélio - Engenheiro Eletricista de Operação
Atuando no Brasil desde 2013, o Babcock International Group entrou no país após efetuar a aquisição integral da Conbras, empresa com mais de 50 anos de mercado e com grande expertise no mercado nacional de serviços de engenharia, manutenção e facilities. O grupo possui sede em Londres, no Reino Unido, e tem mais de 100 anos de atuação. 
 
O grupo é hoje uma das maiores instituições britânicas sendo líder em serviços de engenharia, em setores como: defesa e segurança, infraestrutura, mineração, construção, comunicações, ferroviário, educação, treinamento, nuclear, entre outros.
 
A empresa conta com mais de 36 mil colaboradores distribuídos pelos seis continentes sendo 3 mil deles somente no Brasil.
 
Responsável pelas de operações dos data centers do Banco do Brasil e pelo Babcock International Group no Brasil, Fabiano Azevedo, fala sobre a atuação do grupo britânico no país. Leia a entrevista, a seguir.
 
DatacenterDynamics: Como a Babcock avalia o setor de data center brasileiro?
 
Fabiano Azevedo: A era digital não é mais tendência, nem sonho de consumo, já é uma realidade acessível a todos, inclusive às nossas crianças. Os jogos, aplicativos e novos negócios já nascem dependentes de uma infraestrutura robusta e entregue com 100% de disponibilidade. 
Dados hoje em dia se converteram em um insumo tão importante quanto água e energia. Vivemos a era da Transformação Digital ou Industria 4.0 onde tudo será conectado à rede e portanto será suportado por um data center. 
 
Neste cenário, o setor de data center no Brasil torna-se muito favorável para empresas como a Babcock, especializada no gerenciamento, operação e manutenção de ambientes críticos e complexos, que dependem de alto nível de disponibilidade para o sucesso do negócio.
 
DCD: Em que cidades a Babcock atua no país?
 
F. A.: Com mais de 3 mil funcionários distribuídos em filiais estabelecidas nas principais capitais e nas operações volantes presentes em todos os estados do país, a Babcock possui equipes que atuam no gerenciamento de facilities, manutenção e operação predial em suas diversas especialidades, gestão de ativos de infraestrutura de data centers, plantas industriais, aeroportos e frotas. Os detalhes de nossa atuação podem ser acessados clicando aqui.
 
DCD: Gostaria que contasse um caso de sucesso em missão crítica da Babcock.
 
F. A.: Em outubro de 2018, obtivemos a Certificação ISO 55.001 aplicado ao principal data center do Banco Brasil, sendo o primeiro data center no mundo a aplicar este sistema de gestão. A partir deste sistema de gestão vislumbramos oportunidades de ganhos de performance, redução de custos, eficiência e mapeamento de oportunidades de melhorias.
 
No mundo, a Babcock já possui certificação de mais de US$ 40 bilhões em ativos gerenciados de diversos clientes e diversos segmentos.
 
Mas você deve estar se perguntando: qual o benefício de obter esta certificação para o meu data center? Todo negócio de missão crítica busca atingir altos níveis de disponibilidade, confiabilidade de seus ativos e eficiência operacional. Com este padrão, a ISO 55.001, todos estes objetivos se tornam atingíveis e controlados. Além de apoiar a obtenção de valor enquanto equilibra custos financeiros, ambientais e sociais, ele estimula a cultura de análise de riscos, planejamento em longo prazo, qualidade de serviço e desempenho relacionado aos ativos.
 
DCD: Gostaria que falasse um pouco sobre o Modelo de Gestão de Ativos da Babcock. 
 
F. A.: Customizamos a filosofia da norma de gestão de ativos (ISO 55.001) ao negócio de data center, através da modelagem da gestão de vida útil de um data center em três ciclos PDCA, compostos por 8 fases, sendo elas, avaliação das necessidades do negócio, especificação, aquisição, instalação, comissionamento, operação, manutenção e análise do desempenho, conforme ilustrado na figura a seguir:
 
O Primeiro ciclo PDCA é de curto prazo e comparamos ao ponteiro dos segundos de um relógio, que seria uma analogia ao ciclo de O&M (operação e manutenção) do data center, ou seja, as atividades e rotinas realizadas diariamente, tais como gestão de mudanças de cargas críticas, manobras, rondas, manutenções preventivas, preditivas e corretivas. Este ciclo percorre as 8 fases do PDCA.
 
O segundo ciclo PDCA é de médio prazo e comparamos ao ponteiro dos minutos, representando os retrofits, melhorias e substituições de ativos e sistemas necessários ao longo da vida do datacenter, em função das fragilidades, oportunidades de melhoria identificadas ou o fim de vida útil de suas partes (sistemas ou ativos), com fim de manter a confiabilidade e alta disponibilidade das instalações. 
 
Este ciclo percorre apenas 5 fases do PDCA, excluindo, a operação, a manutenção e a análise do desempenho que precisam ser realizadas em um prazo mais curto.
 
O terceiro ciclo PDCA é de longo prazo e comparamos ao ponteiro das horas, indicando o momento da necessidade da construção de um novo datacenter, ou seja, fim da vida útil do maior ativo que seria a própria edificação, considerando o planejamento em longo prazo da organização e as lições aprendidas ao longo dos ciclos PDCA. Este ciclo também percorre apenas 5 fases do PDCA.
 
Consolidamos então os três ciclos PDCA na forma de um relógio despertador analógico, conforme ilustrado na figura a seguir:
 
Como em um relógio, quando o ponteiro menor alcança a posição de 60 segundos (análise de desempenho), ele passa pela posição zero (necessidades do negócio) e inicia mais uma rodada de melhorias no datacenter e este ciclo se repete até que o ponteiros das horas chegam na posição das 12 horas, dando início ao processo de concepção de um novo data center que considerará as lições aprendidas dos ciclos anteriores.
 

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