Vertiv conduz Transformação Digital no Brasil e na América Latina

Empresa atua na base, como provedora da infraestrutura sobre a qual se constrói todas as estratégias digitais das empresas

18 December 2018 escrito por Tatiane Aquim

Vertiv conduz Transformação Digital no Brasil e na América Latina
Fernando Garcia, vice-presidente e diretor-geral da Vertiv Latin America
Tecnologia é, hoje, um dos grandes vetores de mudança do mundo. Esta é a visão de Fernando Garcia, vice-presidente e diretor-geral da Vertiv Latin America
 
Para Garcia, trata-se de um fator essencial para melhorar a qualidade de vida e colaborar para que empresas sejam mais conectadas e mais competitivas. “Para acompanhar um mundo em constante mudança, as empresas da nossa região precisam desenvolver e implementar estratégias de Transformação Digital que ofereçam uma infraestrutura flexível, inteligente e à prova do futuro”. Para isso, ensina Garcia, é fundamental garantir que os data centers sejam geridos de forma a suportar a contínua otimização de suas operações.
 
Em entrevista, o vice-presidente e diretor-geral da Vertiv na América Latina e Rafael Garrido, General Manager da Vertiv Brasil, falam sobre os caminhos da Transformação Digital na região e da importância do mercado brasileiro para os negócios da Vertiv. Leia, a entrevista, a seguir.
 
DatacenterDynamics: Em que estágio está a Transformação Digital na América Latina?
 
Fernando Garcia: Para a Vertiv, a Transformação Digital se baseia nos seguintes pilares: Cloud, Mobilidade, Social Network, Big Data e IoT. Quando o assunto é Mobilidade e também Social Networks, a América Latina sai na frente de outras regiões, já que o uso de redes sociais na região está na frente de muitos países desenvolvidos. Já em Big Data, Cloud ou Manage Services, a América Latina é a que está menos desenvolvida. 
 
Se julgarmos o estado da Transformação Digital baseando-nos em investimentos que as empresas estão realizando com foco em infraestrutura, eu diria que nos próximos três anos haverá uma mudança radical. A Vertiv está na base desta Transformação Digital, como provedora da infraestrutura sobre a qual se constrói todas as estratégias digitais das empresas. 
 
Em 2018, a Vertiv está vivendo um ano de recordes em vendas, isso quer dizer que o investimento que empresas e governos estão realizando em infraestrutura para preparar todo o que virá nos próximos anos, está sendo muito alto. A Vertiv é um "Early Detector" desta Transformação Digital, que nos próximos anos irá acelerar de uma maneira importante.
 
DCD: Qual é o papel do data center neste contexto?
 
F. G.: O data center se postula como a indústria pesada da Transformação Digital. O data center é a base sobre a qual se sustenta toda e qualquer estratégia digital. Lembrando que a TI já não é mais um departamento dentro das empresas. TI já não é mais comprar computadores, instalar softwares. Hoje em dia TI é uma vantagem competitiva. As empresas estão rompendo seus modelos de negócio em torno da tecnologia. Sendo assim, as áreas de informática estão desaparecendo porque agora são completamente transversais a qualquer área de uma empresa (Finanças, Recursos Humanos, Marketing e etc). A dependência que os novos modelos de negócio têm em relação a tecnologia vem se tornando tão grande que o data center se converteu em algo fundamental. 
 
É impossível  falar em Transformação Digital sem falar em processamento de dados, velocidade, latência e é isso que o data center traz. A base de tudo isso é o data center. E é um caminho sem volta. No Brasil, as pessoas estão cada vez mais conectadas, com um nível de exigência cada vez maior. 
 
DCD: Qual é o papel das soluções da Vertiv na transição da economia tradicional para a economia digital?
 
F. G.: A Vertiv é a maior empresa global provedora de infraestrutura crítica que suporta a economia digital, ou seja, a Vertiv é o "player" principal para prover essa infraestrutura. Está presente em três mercados, não do ponto de vista de indústria, mas do ponto de vista de produtos. Está na indústria de Telecom, que é a que provê a rede. Está na indústria de grandes data centers tipo Amazon, Google e Facebook, que é onde se guarda a informação, e está no mercado de Edge Computing, que é o que provê o acesso, ou seja, nos três a Vertiv provê soluções que asseguram a disponibilidade.
 
A Vertiv é uma habilitadora da Transformação Digital ao prover essa infraestrutura que garante o "Always On", a disponibilidade permanente.
 
DCD: Como a Vertiv avalia a maturidade da América Latina em Edge Computing e IoT? 
 
F. G.: Edge Computing e IoT se tornaram os termos da moda e por isso, se você pergunta para 100 clientes, eles irão te dar 100 definições diferentes sobre Edge Computing e IoT. Consciente dessas diferentes definições, a Vertiv realizou um estudo de mercado em nível global para definir o que significa Edge Computing e a que aplicações ela se refere. Recentemente, a empresa publicou um artigo que resume basicamente quatro arquiteturas, desde o ponto de vista do usuário e não do ponto de vista técnico. IoT é uma das partes, um dos drives da Edge Computing. 
 
Na América Latina, a adoção da IoT eu diria que ainda é muito primária; há muitas aplicações que já estão adotando IoT, mas isso é só o início. Cada uma dessas arquiteturas têm diferentes estágios de maturidade. Por um lado, se tem uma arquitetura que se chama Data Intensive, que são todas as aplicações que precisam de muito volume de informação. Entre as mais conhecidas estão: Netflix, Prime Video, Spotify e iTunes. 
 
Hoje na América Latina, tudo que é Content Delivery Network (CDN) está bem maduro. Outro tipo de arquitetura, é o que chamamos de "Life Critical", como por exemplo, a Telemedicina, Carros Autônomos e Smart Transportation. Cada dia mais cresce a utilização de carros autônomos e a utilização de tecnologias de sinalização inteligente que demanda alta performance do data center que dirige o metrô, o ônibus ou o carro autônomo. A informação da qual o sistema depende para poder dirigir pela cidade, não está em um data center fora do país, tem que estar bem perto. Essa aplicação ainda está engatinhando. Na América Latina ainda não há adoção. A Telemedicina muito menos; está começando a haver robôs cirurgiões para realizar operações simples. Mas ainda é muito embrionário. Outra, é a que chamamos de Machine to Machine, esta é está mais ou menos madura, se baseia em aplicações de automatização industrial, com sensores que controlam a produção industrial de uma fábrica.
 
Por isso, digo que a pergunta não é tão simples de responder porque depende. Tudo que é Content Delivery Network, automatização industrial está num nível de maturidade avançado. Tudo que tem a ver com realidade aumentada, realidade virtual, Smart Transportation ainda está em estágio embrionário na América Latina. 
 
DCD: Qual é a importância do Brasil para a Vertiv?
 
Rafael Garrido: Primeiro que a Vertiv é uma empresa global e todo portfólio Vertiv, globalmente falando, está disponível no Brasil. O Brasil possui uma estrutura completa: pré-venda, venda, serviços. Ou seja, uma operação completa para todo o ciclo da venda. E além do portfólio global disponível, a Vertiv tem no Brasil, especificamente em Sorocaba (SP), uma fábrica com uma engenharia de desenvolvimento de produtos específicos, principalmente voltados para o mercado de telecomunicações: DC Power, Outside Plant, além de soluções de distribuição AC Power para data centers, PDU's, RPP's.
 
Alguns clientes grandes do mercado de data center utilizam produtos que foram desenvolvidos em Sorocaba para a solução deles. Além disso, algumas soluções de Edge, soluções integradas de gabinetes com UPS's ar condicionados e até soluções de corredores integrados para Edge, são desenvolvidas e produzidas no Brasil. Então resumindo, todo o portfólio global da Vertiv está disponível para os clientes do Brasil, além de algumas soluções desenvolvidas aqui para demandas específicas do mercado brasileiro. 
 
Quanto a representatividade, quando a gente olha a América Latina, o Brasil é um dos maiores mercados para a Vertiv.
 
DCD: Quais serão as prioridades da Vertiv em 2019? 
 
F. G.: A Vertiv tem a ambição muito forte de desenvolver o mercado de Edge Computing, especialmente através dos canais e distribuidores. Esse é um mercado pulverizado e precisa ter uma cobertura geográfica perfeita porque as soluções devem ser implantadas de igual forma em Manaus, Minas Gerais, Florianópolis e em todo o país. A melhor maneira de chegar a todo mercado brasileiro e latino-americano é através de distribuidoras. Para isso, uma das iniciativas mais importantes que a Vertiv está desenvolvendo na América Latina, foca na capacitação de canais; estamos falando de quase 1000 revendedores.
 
A Vertiv está impondo um currículo, que inclui cursos presenciais e online. A ideia é ser referência do mercado em Edge Computing. Por isso, há um esforço muito grande em educar a equipe Vertiv. A empresa está investindo muito em Learning and Development interno de quase 900 funcionários, na América Latina, com a ideia de que isso se traduza em educar o mercado também.  
 

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