HPE inova e fornece serviço de supercomputação acima da nuvem para astronautas

serviços “acima da nuvem” permitirão que exploradores e pesquisadores espaciais executem análises diretamente no espaço, em vez de trocar dados com a Terra para obter "insights"

1 November 2018 escrito por Tatiane Aquim - Data Center Dynamics

A Hewlett Packard Enterprise (HPE) inicia hoje a operação de uma solução de computação de alto desempenho (HPC) para astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional (International Space Station – ISS), como parte do mais recente experimento do projeto Spaceborne Computer.
 
O Spaceborne Computer foi o primeiro supercomputador que a HPE e a NASA lançaram ao espaço para um experimento de um ano para testar resiliência e desempenho. Após completar a missão, a tecnologia, que alcançou 1 teraFLOP (um trilhão de operações de ponto flutuante por segundo) e operou com sucesso na Estação Espacial Internacional, provando que pode suportar condições adversas do espaço como gravidade zero, falhas de energia não programadas e níveis imprevisíveis de radiação irá agora, pela primeira vez na história, disponibilizar capacidades de supercomputação para uso a bordo da ISS. Esses serviços “acima da nuvem” permitirão que exploradores e pesquisadores espaciais executem análises diretamente no espaço, em vez de trocar dados com a Terra para obter insights.
 
“Nossa missão é trazer tecnologias inovadoras para abrir novas fronteiras, seja na Terra ou no espaço, e fazer descobertas extraordinárias que nunca imaginamos serem possíveis”, afirma o doutor Eng Lim Goh, CTO e VP de HPC e Inteligência Artificial da HPE. “Depois de conquistarmos aprendizados significativos com o primeiro experimento com o Spaceborne Computer, vamos continuar a testar o potencial da tecnologia com a disponibilização das capacidades da computação de alto desempenho “acima das nuvens” aos pesquisadores da ISS, tornando possível que eles levem a exploração especial a um novo patamar”, ressalta o executivo.
 
Em virtude das capacidades limitadas da computação no espaço, muitos dos cálculos necessários para completar projetos de pesquisa ainda são processados na Terra. Esta abordagem é viável em estudos atualmente em andamento na Lua ou em órbitas terrestres de baixa altitude (low earth orbits – LEO), localizadas entre 640 km e 1600 km acima da superfície do planeta, onde a comunicação pode ser próxima ao tempo real na Terra; contudo, latências de comunicação mais longas, de até 20 minutos a partir da Terra e para a Terra, podem ocorrer quando dados são capturados mais longe no espaço e mais perto de Marte. Esta realidade torna qualquer experiência espacial em solo desafiadora e potencialmente perigosa se os astronautas forem confrontados com situações críticas que não sejam capazes de resolver sozinhos.
 
A HPE está facilitando a resolução desses desafios através da entrega de capacidades de computação de alta performance a exploradores do espaço com o Spaceborne Computer, dando-lhes autonomia para serem autossucientes da seguintes maneiras:
 
- Acelerando o tempo de resposta para a exploração espacial
- Permitindo altos niveis de performance computacional na ISS elimina a latência experimentada na transmissão de dados entre estações espaciais e a Terra, além de possibilitar análises a bordo, ao invés de fazer com que a equipe dependa dos times de pesquisa posicionados em bases terrestres.
- Experimentos da Estação Espacial Internacional capturam um alto volume de dados, incluindo imagens e vídeos; por outro lado, na maioria dos casos, os pesquisadores precisam ter acesso a apenas partes específicas desse conteúdo. Permitindo a análise e processamento de dados a bordo da estação evita latência e gera muito mais eficiência e velocidade.
 
Alcance de novas fronteiras no espaço
 
A rede de banda larga no espaço atualmente é criticamente consumida pela transmissão de grandes conjuntos de dados entre as estações espaciais e operações terrestres. Com capacidades de computação de alta performance no espaço, o Spaceborne Computer permite que os exploradores da ISS “guardem” a banda larga para comunicações de emergência. O Spaceborne Computer também vai testar os limites da comunicação espacial para resolver falhas de latência conforme as viagens para Marte, e além, forem se tornando realidade. Comunicações confiáveis se tornam ainda mais essenciais em eventos de missão crítica.
 
Melhorando as descobertas através do uso de Inteligência Artificial
 
Através da tecnologia focada no alcance de novas fronteiras espaciais, a HPE e a NASA pretendem promover e incrementar a independência de exploradores espaciais oferecendo uma visão aprimorada que permitirá que aplicações de Inteligência Artificial e Machine Learning viabilizem novas descobertas. Ampliar a geração de insights e a velocidade da comunicação vai acelerar as descobertas científicas não somente no espaço, mas também para o entendimento da Terra e seus ambientes ao redor.
 
“O Spaceborne Computer é um excelente exemplo de como podemos alavancar inovação na Estação Espacial Internacional”, comenta David Hornyak, gerente de portfólio de Pesquisa de Demonstração de Tecnologia da ISS, NASA. “O HPE Spaceborne Computer é um sistema que está levando a computação espacial ao estado-da-arte e entregando serviços comerciais de supercomputação a uma nave espacial pela primeira vez, ao mesmo tempo em que demonstra capacidades similares às que a NASA precisa para explorar o espaço”, destaca.
 
O Spaceborne Computer é baseado na HPE Apollo 40, uma plataforma construída especialmente para computação de alta performance. O Sistema foi desenvolvido para permanecer intacto no espaço, sem requerer hardware adicional. Em vez disso, ele usa uma abordagem de proteção de software que é integrada aos nodes HPC, provando que podemos levar sistemas similares, compactos e acessíveis, para o espaço no futuro.
 

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