Fibras ópticas com base 8: uma ideia com poder para revolucionar os data centers

Criada recentemente, fibra de base 8 é adaptável a todos os conectores quando utilizada em conjunto com a base 2
 

8 August 2018 escrito por Gilberto Gonzaga

Fibras ópticas com base 8: uma ideia com poder para revolucionar os data centers
Gilberto Gonzaga, engenheiro de vendas da Corning para América Latina e Caribe
Em um passado nem tão distante, data centers comportavam todas as demandas do mundo informacional com uma necessidade de transmissão relativamente baixa, de até 1 GB por segundo. Há cerca de dez anos, com a explosão do envio de dados, esse volume saltou para até 10 GB, uma velocidade que passou a exigir uma nova estrutura nas redes de fibra óptica.
 
Para facilitar a compreensão, podemos fazer analogia com uma estrada: imagine que os dados são carros e os antigos cabos funcionam como rodovias de mão dupla (um sentido para ir e outro para voltar). Com baixa necessidade de transmissão, era possível manter todas as operações dessa forma. No entanto, à medida em que o fluxo aumentou exponencialmente (por fatores como o aumento de páginas na internet, a popularização dos serviços de streaming, a maior migração de dados para nuvens, etc.), os data centers logo precisaram se transformar diante de suas limitações.
 
Assim, foi criado o sistema "duplex" (ou duas fibras), que trouxe "vias paralelas". Dentro da mesma metáfora, a rodovia de mão dupla ganhou "estrada secundárias", pistas afluentes à principal que aumentaram o tamanho para vazão dos dados. Essa solução foi ampliada gradativamente até a chegada dos cabos de 12 fibras.
 
O cabo de 12 fibras se popularizou, e, com o desenvolvimento de novos switches, foram criados vários protocolos com transmissão em velocidades como 10 GB, 40 GB e até 200 GB por segundo. Um problema, porém, impede o máximo aproveitamento desse modelo: enquanto ele se encaixa perfeitamente em bases com 12 ou 24 fibras paralelas, há dificuldade para instalá-lo em sistemas de base 20.
 
A saída mais comum para essa complicação passou a ser inutilizar certas fibras ou entrar na rede com módulos capazes de realizar conversões de uma base para a outra. Porém, ao acrescentar novos elementos, naturalmente há um custo e redução da capacidade máxima que a instalação pode atingir – aquilo que, em termos técnicos, chamamos de atenuação.
 
Para encerrar essa dificuldade e otimizar a utilização dos cabos multifibra em data centers, foi criada recentemente a fibra de base 8, adaptável a todos os conectores quando utilizada em conjunto com a base 2. Com ela, passa a ser possível garantir o aproveitamento de 100% das fibras em uma instalação e alcançar velocidades de até 400 GB (ou seja, o dobro dos 200 GB hoje possíveis nos data centers mais capacitados).
 
É a flexibilidade a serviço da velocidade. Data centers em todo o mundo já começam a se preparar para o futuro utilizando a base 8, cientes de que a demanda para o fluxo de dados seguirá em constante evolução. Graças a ela poderemos avançar muito mais rapidamente em um mundo cada vez mais conectado (e repleto de dados).
 
*Gilberto Gonzaga é engenheiro de vendas da Corning para América Latina e Caribe.
 
 

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