Google Cloud Platform São Paulo: menor latência e pagamentos em reais

Pela primeira vez o Google oferece opção de pagamento em moeda local nos mercados em que oferece a GCP

4 June 2018 escrito por Tatiane Aquim - Data Center Dynamics

Google Cloud Platform São Paulo: menor latência e pagamentos em reais
João Bolonha, diretor de vendas para a América Latina do Google
A Google Cloud Platform (GCP) aterrissou na América do Sul.
Com a proposta de oferecer uma nuvem mais veloz, segura e preço cobrado em reais, o gigante da buscas da internet escolheu a grande São Paulo para impulsionar a inovação, agilidade e as vantagens competitivas da nuvem. Identificada como southamerica-east1, a nova região possui três zonas e oferece serviços corporativos de Computação (App Engine, Compute Engine e Container Engine); Big Data (Cloud Dataflow, Cloud Dataproc, Cloud Datalab); Storage (Cloud DataStore, Cloud Storage, Cloud SQL, Persistent Disk) e Networking (Autoscaler, Cloud DNS, Cloud Load Balancer, Cloud Virtual Network, Cloud VPN e Cloud Virtual Router).
 
Com a inauguração em São Paulo, a Google Cloud Platform agora soma 12 regiões, 36 zonas, mais de 100 pontos de presença e uma rede global com 100.000 quilômetros de cabos de fibra óptica. De acordo com o diretor de vendas para a América Latina do Google, João Bolonha, o Brasil foi o país escolhido pelo fato de estar se tornando um indispensável ponto de transferência de dados na América do Sul, com a presença de novos cabos submarinos, que vêm aumentando a capacidade de tráfego do país com o resto do mundo, entre outros fatores. Confira, a seguir, a entrevista.
 
DatacenterDynamics: Que itens a Google Cloud Platform tem como prioridade?
 
João Bolonha: A implementação leva em consideração fatores como capacidade de tolerância a falha, conectividade, centralização, automação de processos como energia, estrutura, segurança entre vários outros.
Neste centro de Computação em Nuvem, trouxemos os principais serviços disponíveis da Google Cloud. A nova plataforma, inaugurada em setembro, traz o benefício de atender e acelerar uma demanda que existe na América do Sul, tais como menor latência de serviço, pagamento em moeda local, entre outros.
 
A região escolhida foi São Paulo, mas por motivos de segurança não podemos informar o endereço. A escolha feita permite expansão conforme a necessidade de crescimento, levando em consideração uma completa rede privada de dados que o Google tem investido na América Latina com a passagem dos cabos Monet, Tanna e Junior, além do anúncio recente do Curie.
 
DCD: Qual foi o valor investido no novo centro?
 
J.B.: Nos últimos três anos o valor acumulado de investimento em Cloud do Google foi de $30B, tanto em centros de computação quanto em infraestrutura para os mesmos. 
 
DCD: Critérios ambientais foram levados em consideração?
 
J.B.: Levamos muito a sério os critérios ambientais e desde 2007 o Google atingiu a meta de ser 100% neutro em emissões de Carbono e em breve alcançaremos a marca de 100% de uso de energia renovável, seguindo nosso objetivo de cada vez mais implantar o uso de energia renovável.
 
DCD: O que foi feito em termos de eficiência energética?
 
J.B.: Vários pontos são importantes quando falamos de eficiência energética, são eles:
 
1. Operação: com o crescimento do grid de computação do Google, foi desenvolvido um modelo de aprendizado de máquina (Machine Learning) que permite entender o funcionamento de uma data center e adequar a melhor operação para um impacto ambiental positivo, trazendo grandes benefícios, em torno de 40% de redução de consumo.
 
2. Contratos de Aquisição de Energia Renovável (CaE): permitem não apenas ao Google adquirir energia renovável, como também retornar parte desta energia ao grid, beneficiando o sistema como um todo.
 
3. Evolução do Uso de Energias Limpa: em 2007, fomos pioneiros ao nos tornarmos 100% neutros em Carbono. Hoje temos nossos data centers/regiões com 100% energia limpa. Isto exige investimento e foco na integração com o meio ambiente.
 
DCD: Com relação ao cabeamento, o novo centro possui um anel de fibra óptica?
 
J.B.: Sempre que definimos um novo centro de computação, planejamos não apenas sua infraestrutura de local e segurança, mas também sua conectividade.
Nossas regiões usam 100% de conexões do Google, garantindo assim uma maior performance, menor latência, maior segurança, entre outros benefícios.
 
DCD: Em quanto a Google Cloud Platform reduz os custos para as empresas?
 
J.B.: A inauguração do centro trouxe também o faturamento em reais, o que simplificou e reduziu a tributação. Isso aliado aos benefícios de escala traz reduções de custo que variam de acordo com o tipo de serviço a ser utilizado, de 30% a 90%. 
 
DCD: De que segmento vem a maior demanda?
 
J.B.: O mercado hoje de Nuvem Pública atual tem um grande número de organizações com consumo de diferentes tipos de serviço, uma representação clássica do modelo de cauda longa. As empresas digitais que nasceram graças ao ambiente de nuvem, naturalmente foram as primeiras a adotarem, pois o modelo de negócio da organização só seria viável dessa forma. Hoje observamos empresas, tidas como tradicionais e de setores regulados em franca ascensão, com uma demanda qualificada, não mais uma curiosidade e sim com um plano de adoção definido.   
 
 

 

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