OpenStack: como orquestrar clouds públicas e privadas através de uma plataforma de código aberto?

Plataforma pode apoiar empresas na caminhada para inovação, redução de custos e excelência operacional

9 March 2018 escrito por Tatiane Aquim

OpenStack: como orquestrar clouds públicas e privadas através de uma plataforma de código aberto?
Marcelo Dieder, embaixador da OpenStack Foundation na América Latina
Plataforma de código aberto para a criação de nuvens públicas ou privadas em ambientes heterogêneos, com o OpenStack é possível realizar a orquestração de computadores físicos, contêineres, máquinas virtuais, firewalls, switches, roteadores, e qualquer outro componente necessário para a construção de infraestrutura como código. Usuários podem consumir estes serviços através de um painel web, ou mesmo utilizando APIs. 
 
Marcelo Dieder, embaixador da OpenStack Foundation na América Latina, que vem trabalhando na disseminação da plataforma desde 2013, fala, em entrevista, sobre o cenário brasileiro na utilização de nuvens com OpenStack e porque ele pode apoiar empresas que buscam inovação e, que vantagens ele apresenta para o setor de data center.
 
DatacenterDynamics: Qual é o nível de adoção no Brasil?
 
Marcelo Dieder: O projeto cresceu muito nos últimos dois anos, acompanhando o crescimento da adoção de serviços de cloud no país. A comunidade OpenStack mede isto pela participação de membros do projeto, que cresceu 300% nos últimos dois anos, além das ofertas de emprego, que aparecem a todo momento. 
Se compararmos o Brasil com países da América do Norte, Europa e Ásia, ainda estamos muito atrás, porém há grande expectativa de crescimento e adoção da plataforma.
 
DCD: Que vantagens o OpenStack apresenta para as empresas de data center?
 
M.D.: Hoje existem diversas soluções no mercado para atender necessidades específicas. Há soluções de gestão de rede, de virtualização, de armazenamento de dados, de gestão de firewall, etc. Entretanto, nenhuma solução consegue ser completa o suficiente para integrar todas estas soluções em uma única camada, uma única API. O OpenStack consegue isto! Através de drivers e plugins, ele se conecta nas principais soluções de mercado e entrega uma API padrão com métodos padrões para a criação de recursos de nuvem. Com o OpenStack empresas de data center conseguem criar sua própria nuvem computacional, oferecendo aos seus clientes APIs padronizadas de recursos em nuvem. 
 
DCD: Qual é a maturidade das empresas brasileiras em termos de adesão de código aberto?
 
M.D.: Esta discussão foi muito forte na década de 90, e no início dos anos 2000. Hoje, entretanto é altamente aceito e apoiado pela maioria das empresas no Brasil. Embora em alguns casos seja uma das vantagens, hoje o principal motivador do uso de código aberto não é somente a redução de custo, mas sim a capacidade de inovação e excelência operacional. Há espaço para todos, para empresas de código proprietário, empresas de código aberto, e empresas que fornecem suporte para ambas estratégias. O projeto OpenStack aposta no software de código aberto, entendendo que com uma governança global com as maiores empresas do mundo, possa entregar uma plataforma robusta que atenda aos interesses de todos. Este tipo de projeto jamais poderia ter o apoio de tantas empresas se não possuísse código aberto e uma governança aberta e transparente.  
 
DCD: A indústria está se movendo em direção ao OpenStack?
 
M.D.: Há diversos estudos e relatórios globais que indicam a adoção da plataforma, desde pequenas a grandes empresas. Para se ter uma ideia, mais de 50% da lista Fortune 100 utiliza hoje OpenStack.
 
DCD: Quais são os desafios enfrentados pelo OpenStack?
 
M.D.: Hoje os principais desafios, principalmente no Brasil, estão em encontrar profissionais qualificados e disponíveis no mercado e também integradores que possuem experiência na implantação da plataforma. É verdade que isto evoluiu muito no ano de 2016 e 2017, com profissionais mais qualificados e também empresas aptas a aplicar a solução. 
Para o projeto em si, os maiores desafios estão em seguir as principais tendências de tecnologia, como Edge Computing e IoT. O projeto quer estar conectado a estas tendências e fazer frente à futuras necessidades.
 
DCD: Gostaria que você falasse um pouco do seu trabalho em OpenStack. Quando começou a disseminar o tema pela América Latina? Que avanços você lista?
 
M.D.: Sou atualmente Embaixador do OpenStack na América Latina. Iniciei no projeto em 2011, quando ele nasceu e desde então ajudo países da América Latina na disseminação do projeto, criando eventos locais, treinamentos e reuniões para apoiar grupos locais neste trabalho. No Brasil temos um grupo de mais de 1400 participantes, onde criamos eventos online e presenciais, falando apenas sobre o projeto. No último OpenStack Day Brasil tivemos mais de 600 participantes e para o evento de 2018 esperamos mais de 1000 participantes!
 
Desde 2011 já realizei mais de 80 palestras no Brasil e tive a oportunidade de trocar experiência com outros organizadores em reuniões em mais de sete países como EUA, Brasil, Japão, França, Espanha, China e Austrália.
 
 

 

 

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