O boom dos cabos de fibra óptica

Por muito tempo, o cobre, por conta de sua alta condutividade, atendeu às necessidades quanto à transmissão de dados. As novas tecnologias, porém, tornaram o cabeamento tradicional obsoleto
 

9 March 2018 escrito por Ubiratan Resende

O mercado de fibra óptica movimentou US$ 2,75 bilhões em 2016 e, conforme as expectativas mais conservadoras, deve chegar a US$ 3,72 bilhões em 2022. É um crescimento superior a 5% ao ano. Mas o que está por traz desta expansão contínua? Por que os cabos estão se tornando tão populares?
 
A principal razão é o aumento drástico da quantidade de dados que o mundo produz. De acordo com a previsão da IDC, até 2025, o "campo de dados global" (a soma de todos os dados criados, capturados e replicados) crescerá para 163 zettabytes - dez vezes mais do que os 16.1ZB dados gerados em 2016. Essa expansão demanda conexões com grande capacidade. É aí que os cabos ópticos se tornam essenciais.
 
Por muito tempo, o cobre, por conta de sua alta condutividade, atendeu às necessidades quanto à transmissão de dados. As novas tecnologias, porém, tornaram o cabeamento tradicional obsoleto.
 
As qualidades superiores do cabo óptico ativo (AOC) tornaram-no parte essencial de inovações como realidade virtual, Internet das Coisas, Big Data, robótica, entre outros. Essas tecnologias só puderam se tornar realidade por conta da transmissão de um gigantesco volume de dados livre de interferências internas e externas.
 
Isso é imperativo no meio empresarial, mas ocorre também nas residências. Serviços como Video on Demand, videoconferência, jogos e vigilância domiciliar só operam adequadamente com uma conexão confiável. O cabeamento óptico também é essencial para profissionais da fotografia, música, áudio e vídeo, que precisam transmitir arquivos com infindáveis gigabytes, com alta fidelidade e com rapidez.
 
Essa aplicação universal vai tornando o uso de cabos ópticos generalizado. Não só pela qualidade de transmissão que as novas tecnologias demandam para serem devidamente aproveitadas, mas para processar um volume de tráfego de dados que só cresce.
 
*Ubiratan Resende é diretor geral da VIA Technologies no Brasil.
 
 

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