Equinix: Data Center vs Computação em Nuvem

Empresas oferecem hoje as duas opções para armazenamento de informações. Em entrevista, Eduardo Carvalho, presidente da Equinix, fala sobre as vantagens e desvantagens para uma empresa que aposta em uma ou outra oferta

12 March 2018 escrito por Tatiane Aquim

Equinix: Data Center vs Computação em Nuvem
Eduardo Carvalho, presidente da Equinix no Brasil
Quando você navega na internet, todo o conteúdo que visualiza na tela do seu computador - e-mail, sites de contas no banco e etc. Absolutamente tudo transita por sistemas antes de chegar ao seu computador. Uma infinidade de dados circula a cada segundo por processadores e discos rígidos. E esses sistemas precisam estar ligados. Portanto, os data centers são espaços com infraestrutura para receber todas as necessidades de um ambiente de tecnologia de uma empresa.
 
O data center é uma central de servidores formados por racks. Eles são feitos com computadores preparados para armazenar e administrar dados dos mais variados tipos. Os chamados de servidores surgiram para atender as novas tecnologias digitais e o avanço da tecnologia da informação. O gigantes número de pessoas conectadas o dia inteiro, no mundo todo, faz com que seja imprescindível haver locais que armazenem informações como fotos, vídeos, conversas, textos, arquivos, jogos etc. Basicamente, é como se toda a informação armazenada em livros e papéis de escritórios começasse a ser armazenada em computadores, disponíveis vinte e quatro horas por dia, nos sete dias da semana. Para que esse acesso seja contínuo, uma das principais preocupações de quem constrói um data center é a de como criar uma estrutura imune a erros, ou que, ao menos, evite ao máximo a possibilidade de falhas. Todos os detalhes têm de ser pensados.
 
A cada dia a quantidade de dados que circula no mundo virtual cresce a taxas explosivas. E para acompanhar esse processo, os novos data centers precisam se programar para receber conteúdo e equipamentos pensando nos próximos dez anos.
 
Cloud Computing ou Computação em Nuvem é a entrega da computação como um serviço ao invés de um produto, em que recursos compartilhados, software e informações são fornecidos, permitindo o acesso por meio de qualquer computador, tablet ou celular conectado à internet. 
 
Dentro deste contexto, empresas oferecem hoje as duas opções para armazenamento de informações. Em entrevista, Eduardo Carvalho, presidente da Equinix no Brasil, fala sobre as vantagens e desvantagens para uma empresa que aposta em uma ou outra oferta. Leia, a seguir. 
 
DatacenterDynamics: Quando uma empresa deve optar em ter um data center e quando ela deve optar em ir para nuvem?
 
Eduardo Carvalho: O ideal é avaliar o negócio da empresa para que sua estratégia de TI seja feita de modo coerente. O importante é escolher um provedor que respeite as especificidades. Quando uma empresa pensa em terceirizar, pode ter receio de ter que se desfazer do que já foi investido internamente por completo. A ideia é trabalhar de maneira consultiva, respeitando o legado e migrando para nuvem/colocation, analisando o que fará mais sentido para o cliente.
 
Entretanto, dados mais críticos ou com grande volume de acesso são geralmente alocados em data centers. Informações menos confidenciais ou que não sofrem mudanças constantes podem ser alocadas na Nuvem Pública, que também é utilizada para garantir que eventos sazonais sejam bem atendidos. A recomendação é que se tenha em modo privado as cargas de trabalho constantes e que se coloque em Nuvem Pública, apenas os picos (Own the base and rent the spike).
 
Já a Nuvem Privada oferece mais segurança, flexibilidade e escalabilidade para alterações de memória e poder de processamento, entre outros aspectos, para que seu negócio funcione corretamente, sem burocracias e de maneira mais simples. As empresas obterão esse serviço em um data center. 
 
Os conceitos de data center IBX da Equinix evoluíram de modo que hoje eles são considerados os pontos mais próximos entre os mundos físicos e virtuais. O modelo híbrido tem se tornado cada vez mais procurado pelas médias e grandes corporações por facilitar a integração entre o legado com o novo mundo virtual. Os principais direcionadores que irão definir se uma carga de trabalho poderá ser alocada em um ambiente físico ou virtual serão: demanda por acesso em qualquer lugar, escalabilidade de infraestrutura, segurança de dados, compatibilidade com virtualização da aplicação e utilização. Vale lembrar que alguns institutos de pesquisa recomendam que se hospede em ambiente físico tudo o que tem carga de trabalho constante e somente seja alocado em Nuvem Pública os picos sazonais e testes de desenvolvimento.
 
O slide abaixo compara os modelos e descreve as diferenças e vantagens de cada um:
 
 
DCD: Diferenças e Vantagens.
 
E.C.: Em um data center, o cliente tem apoio 24 horas. O servidor funciona em tempo integral para manter os dados armazenados dentro ou fora da empresa, acessíveis a qualquer momento. Sua arquitetura de tecnologia fica bem protegida com relação à temperatura, umidade e segurança. Além de poder contratar serviços de suporte e segurança e, inclusive, contar com um sistema de Disaster Recovery.
 
Já a Cloud oferece a independência para backup e armazenamento de dados. No contexto de pico de demanda, a nuvem é essencial pois permite o aumento de recursos de forma dinâmica sem a necessidade de grandes investimentos no decorrer do ano, já que não é preciso manter um parque tão robusto fora destes períodos. Mas isso pode ser feito tanto em Nuvem Pública como Privada.
 
A maioria dos nossos clientes já trabalha com modelo híbrido, em que uma parte da arquitetura está na infraestrutura tradicional (física), e outra parte está em cloud, podendo assim expandir seus recursos sazonalmente, de forma ágil e sob demanda. 
 
Tradicionalmente, para clientes híbridos, a conexão entre os ambientes físicos e a cloud se dá por meio do uso da internet pública (com performance, segurança e confiabilidade inferiores). Ao optar pela alocação em um data center, passa a contar com um robusto ecossistema, que permite que consigam se conectar de forma direta e privada com seus parceiros, clientes e provedores de TI e de cloud. Nesse sentido, a Equinix oferece aos seus clientes um ambiente forte, contando com os principais provedores de cloud como IBM (IBM Bluemix), Microsoft (Azure) e AWS, além de outros players locais.  
 
DCD: Em termos de segurança qual é a opção mais confiável?
 
E.C.: As duas opções oferecem o mesmo padrão de segurança quando se trata de Nuvem Privada. 
Um data center é composto por vários servidores que trabalham conjuntamente. Em algumas empresas esses servidores são construídos pela própria empresa, com especificações de hardware sob medida. Muitas também acabam optando pelo seu maior potencial para customizações e porque provê mais segurança, sendo o sistema mais imune às ameaças virtuais. Além disso, é menos visado pelos hackers. Outro ponto importante é que não há visitas públicas às instalações de um data center, até mesmo os funcionários do local devem ter restrições de acesso. Por isso, em um prédio onde esteja instalado um data center haverá câmeras, cercas de proteção e portões guardados por seguranças para proteger o perímetro. Tudo isso é feito para uma monitoração efetiva do local, 24 horas por dia.
 
Já na cloud, a segurança dos dados não está apenas em sua proteção direta, mas também na forma como eles são acessados, lidos e editados. A automação de vários processos e implementação de soluções terceirizadas ajuda muito o gerente de TI a garantir o compliance.
 
Quanto mais acertadas são as regras e regulamentações de uso, mais seguro é o sistema como um todo. Elimina-se o risco de Shadow IT e centraliza-se o controle dos dados em um único ambiente.
 
DCD: O Data Center Corporativo será substituído pela nuvem?
 
E.C.: Não existe esta possibilidade. O data center traz outras funções que a nuvem não comporta. Além disso, os serviços são complementares. Os data centers fornecem o serviço de cloud e contribuem para a segurança da estratégia adotada pelas empresas que têm suas tecnologias alocadas neles.
 
É difícil prever que o data center corporativo será extinto. Mesmo com a necessidade de se distribuir as infraestruturas de TI, algumas empresas precisarão manter um mínimo de ambiente de TI local para suportar as demandas de uma determinada filial ou fábrica. Com o advento da Internet das Coisas, muitos dados serão gerados e cada vez mais a análise será crítica para tomada de decisão. Armazenar ou tratar os dados localmente pode dar agilidade para a tomada de decisão, mas a integração com clouds públicas e serviços de IoT na Cloud serão cada vez mais imperativos para empresas de Manufatura, healthcare, Agrobusiness e Energia/Óleo e Gás. Podemos adicionar aqui também Blockchain Privado; os ambientes vão começar a fazer mais sentido em serem distribuídos do que concentrados, seja em um Data Center Corporativo, Data Center Comercial ou em Nuvem Pública. Haverá a necessidade de se ter os três simultaneamente de modo que estejam interconectados de forma direta, passando por fora da internet.
 
DCD: Qual será o futuro dos data centers?
 
E.C.: A procura por data centers da Equinix tem crescido nos últimos anos. O acesso à interconexão privada e a possibilidade de fazer parte de um ecossistema que permite a inclusão em uma rede de parceiros que agilizem negócios e ganhos para o cliente, com mais segurança e possibilidade de uma estratégia multicloud é uma opção bem mais interessante para empresas que precisam de segurança e agilidade. Isso não vai mudar. Um exemplo são os investimentos que temos feito de aquisição no Brasil e no mundo para ampliar e construir novos data centers.
 
Acho que acabei falando um pouco disso no caso acima e complemento com "O Conceito de Edge Computing" (Edge Computing é um método de otimização de sistemas de computação em Cloud, executando o processamento de dados no perímetro de troca de dados das redes, perto da fonte dos dados [Edge]).
 
 
 
 

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