Nobreaks: que papéis desempenham em um data center?

Equipamento que não permite que a carga desligue na ausência de energia é o braço direito do data center

7 November 2017 escrito por Tatiane Aquim

Em um país de dimensões continentais, com diferentes realidades de energia nos diversos estados da federação, é sabido que a qualidade e a disponibilidade de energia ainda são motivos de preocupação nas aplicações de missão crítica. Em especial na época das chuvas, a tendência de faltas de energia aumenta, o que tende a criar uma necessidade ainda maior de eficiência energética por parte das empresas. Com a oferta de energia ininterrupta, empresas vêm se posionando neste mercado. “Além do clima e dos notórios problemas de energia do país, temos hoje outros impulsionadores de vendas de nobreaks, como a recuperação de alguns setores da economia ao longo de 2017”, diz Fernando Peres, gerente nacional de vendas da Engetron.
 
Em um data center, a função de um nobreak está diretamente relacionada à alta disponibilidade do serviço. O nobreak oferece proteção elétrica aos equipamentos de dados e assegura a continuidade dos serviços em situações de falhas ou anomalias da rede elétrica comercial. A escolha da configuração mais adequada depende dos níveis de segurança, confiabilidade e disponibilidade desejados pelo cliente. 
 
Hoje, existem três tipos de tecnologias de nobreak disponíveis no mercado, são elas: 
 
- Tecnologia on-line dupla conversão, que garante proteção contra nove problemas de energia, sendo a solução mais completa e, por esta razão, com um amplo leque de aplicações, desde pequenas empresas até grandes data centers e hospitais. Trata-se de uma tecnologia que maximiza a proteção da carga do cliente, garantindo a melhor qualidade de energia e confiabilidade.
 
- Tecnologia linha interativa, que garante proteção contra cinco problemas de energia, utilizada bastante em soluções domésticas e outras pequenas aplicações.
 
-Tecnologia off-line, que garante proteção contra três problemas de energia, pouco utilizada no mercado.
Em um data center ou qualquer outra aplicação de missão crítica, nas quais a disponibilidade integral dos dados e cargas é fundamental, o nobreak é utilizado para adequar a rede elétrica, proteger contra os nove problemas de energia, sendo a falta de energia o mais severo deles. Quando ocorre falta de energia, o nobreak passa a suprir energia através de suas baterias, garantindo o funcionamento dos sistemas e cargas até que o gerador entre em ação.
 
Hoje, existem aproximadamente 50 fabricantes de UPS em exercício no Brasil, entre nacionais e internacionais. Nem todos direcionam suas vendas, em volume notável, para data centers. Há muitos fabricantes locais para o mercado low-end e de varejo, para aplicações mais simples, como no mercado doméstico. O segmento de data centers, especialmente os de médio e grande porte, “se considerarmos os fabricantes nacionais e internacionais encontramos em torno de 10 marcas de UPS atuando firmemente no segmento de data center”, garante o gerente da Engetron, destacando que com a recuperação da economia, o setor tende a retomar sua curva de crescimento. Além disso, as novas tendências em TI, como por exemplo o conceito de Internet das Coisas, começa a florescer de maneira mais contundente, o que reflete em um panorama bastante positivo para o mercado de data center. 
 
Tendências
 
De acordo com a Eaton, as empresas procuram equipamentos cada vez mais eficientes, sem abrir mão da sua confiabilidade e qualidade. Além da eficiência energética, um ponto importante é o tamanho dos equipamentos, pois os projetos de data centers vêm requerendo espaços menores para infraestrutura e mais espaço para produção. Outra tendência, são os Data Centers Modulares, que permitem aumento gradual da sua capacidade, conforme demanda. 
 
Para a Engetron, as principais novidades acontecem em torno da Internet das Coisas, que aumenta exponencialmente a geração de dados e a demanda dos data centers. As ferramentas de gestão de energia devem caminhar em consonância com essas novas tecnologias. A automação dos processos de gerenciamento permite ao usuário antecipar a ocorrência de situações críticas e agir de forma preditiva.
 
“Como elemento comum nos processos de decisão, observamos a busca por soluções escaláveis, os serviços agregados de monitoramento e pós-venda, além do SLA cada vez mais crítico”, conta Fernando Peres, gerente nacional de vendas da Engetron.
 
Normas Técnicas 
 
Basicamente, as configurações e soluções propostas para este setor tomam como referência a norma TIA 942. Neste sentido, o mercado já se encontra em um bom nível de assimilação e amadurecimento em relação à utilização desta norma.
 
Segundo a Eaton, para o segmento de data centers de médio e grande porte, normalmente as empresas procuram seguir normas americanas ou europeias. “Algumas empresas buscam certificação para seus data centers, sendo elas certificação de projeto (Tier), implantação e operação. Neste caso, uma das empresas certificadoras, muito utilizada, é o Uptime Institute.  É de vital importância seguir as normas e recomendações, mesmo que estrangeiras, tanto de fabricação (UL, IEC) quanto de projeto (Uptime)” afirma o Diretor de Vendas – Missão Crítica do Grupo Elétrico da Eaton, Marcio Kenji.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

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