De que modo o BNDES tem apoiado o desenvolvimento do setor de TIC no Brasil?

No setor de TI, tudo começou em 1997 com a criação do Prosoft, uma linha dedicada ao crédito para investimentos dos planos de negócios das empresas de TI

8 September 2017 escrito por DatacenterDynamics

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) apoia o setor de TICs há mais de 20 anos e construiu ao longo desse tempo, um amplo leque de produtos dedicados ao setor. Desde a privatização das telecomunicações, o BNDES vem financiando parte dos investimentos das operadoras. Desde então, as telecomunicações brasileiras já passaram por diversos ciclos de investimentos e hoje 93% da população têm acesso às comunicações móveis (celulares) ou fixas, e 40% com acesso de microcomputador e internet.
 
Já no setor de TI, tudo começou em 1997 com a criação do Prosoft, uma linha dedicada ao crédito para investimentos dos planos de negócios das empresas de TI. A partir do conhecimento adquirido com as primeiras operações de Prosoft, o BNDES foi ampliando o escopo do apoio e desenvolveu também linhas para financiar não só os investimentos das empresas de TI de diversos tamanhos, mas também as aquisições dos softwares desenvolvidos no Brasil, sem falar nos fundos e investimentos de capital de risco, chamados de private equity. Hoje, as principais linhas de apoio são o financiamento direto à empresas de TI, que realizou 525 operações em 13 anos, num valor total de R$5,2 bilhões e o cartão BNDES, que realizou 152mil operações no mesmo período, num valor total de R$761 milhões, dentre outros.
 
Internet das Coisas
 
Em março deste ano, o BNDES contratou uma consultoria para auxiliar na elaboração de um plano de ação, com o objetivo de acelerar a implantação da Internet das Coisas no Brasil. O trabalho está sendo nomeado “Internet das Coisas, um plano de ação para o Brasil”. Inicialmente, os ambientes priorizados pelas propostas serão rural, saúde, cidades inteligentes e indústria. 
 
Parques Tecnológicos
 
O BNDES apoia parques tecnológicos, por meio da linha BNDES Finem - Inovação, que apoia investimentos em ambientes de inovação localizados em parques tecnológicos, incubadoras e aceleradoras. As empresas instaladas nos parques tecnológicos, a maioria delas de menor porte, dispõem de acesso aos produtos indiretos do Banco, tais como Cartão BNDES e o BNDES MPME Inovadora. As empresas podem também ser apoiadas por Fundos de Investimento voltados para startups como o CRIATEC.
 
O Cartão BNDES apoia diversos serviços voltados para inovação, tais como design, ergonomia e modelagem de produto, prototipagem, serviços de PD&I e contrapartidas financeiras de MPMEs em programas voltados para a inovação, incluindo Sebraetec e Embrapii.
 
Buscando atuar de forma complementar aos demais atores do Sistema Nacional de Inovação, o BNDES lançou o programa BNDES MPME Inovadora. O programa tem por objetivo aumentar a competitividade das MPMEs, financiando seus investimentos necessários para a introdução de inovações no mercado, contemplando ações contínuas de melhorias incrementais em seus produtos e/ou processos, além do aprimoramento de suas competências, estrutura e conhecimentos técnicos. Entre 2014 e 2017, foram realizadas 137 operações nesta modalidade, totalizando R$ 202,9 milhões de desembolsos.
 
Em relação às startups, cabe destacar o investimento da BNDESPAR em startups de base tecnológica, por meio de fundos de capital semente e capital empreendedor. Ao fim de 2016, a carteira de fundos de investimento em empresas de base tecnológica da BNDESPAR contemplava 14 fundos de inovação, que aprovaram R$ 761 milhões para 134 empresas. Dentre os fundos de inovação, destacam-se os três Fundos Criatec, fundos de capital semente que visam oferecer suporte financeiro e gerencial a empresas nascentes com potencial inovador. Os fundos Criatec apoiam empresas de base tecnológica em TICs, agronegócios, nanotecnologia, biotecnologia e novos materiais, dentre outras.
 
 

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