MCTIC abre edital de R$ 9,7 milhões para startups de TI

Programa apoiará iniciativas em software e hardware

11 August 2017 escrito por DatacenterDynamics

O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações anunciou nesta quinta-feira (10) um edital de R$ 9,7 milhões para selecionar 50 projetos de empresas nascentes de base tecnológica, com aceleração em 2017 e 2018. Cada startup deve receber até R$ 200 mil em bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A chamada pública recém-lançada fica aberta até 25 de setembro. Os recursos são do orçamento do MCTIC.
 
Para o secretário de Política de Informática do MCTIC, Maximiliano Martinhão, o ecossistema apoiado pelo programa tem capacidade de realizar um movimento anticíclico perante a crise. "Enquanto diversas empresas enfrentam dificuldades, as startups têm crescido e competido nos mais variados setores. Elas criam negócios digitais e novos modos de produzir e se relacionar economicamente", apontou. "O setor avança rapidamente, e hoje o país já tem mais de 4,5 mil startups, 300 incubadoras, 25 programas e 40 aceleradoras."
 
Criado pelo MCTIC em novembro de 2012, o Start-Up Brasil agrega um conjunto de atores em favor de iniciativas empresariais de base tecnológica. O programa tem como objetivo apoiar soluções inovadoras em software, hardware e serviços de tecnologia da informação (TI). "Ele também ajuda a desenvolver um ecossistema de empreendedorismo digital. Antes do lançamento, tínhamos mapeadas três aceleradoras. Hoje, o país possui mais de 40", comparou Martinhão. "Ainda há muito a ser feito a fim de melhorar o ambiente regulatório para reduzir barreiras que impedem a ampliação do investimento."
 
Articulação
 
Segundo Martinhão, existe um esforço para conjugar iniciativas do governo federal em apoio a empresas nascentes de base tecnológica. "Acreditamos que haja espaço para todos os programas que operam hoje no ecossistema de startups. E mais do que isso: é importante a articulação entre eles", defendeu o secretário, ao relacionar medidas complementares do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
 
"O MDIC possui um programa que cuida da etapa inicial das startups, ainda no momento das ideias. Isso está articulado ao Start-Up Brasil, responsável pela fase de aceleração. Em seguida, a Finep pode entrar na execução de planos de crescimento, etapa pós-aceleração. E já estamos conversando com o BNDES para induzir a internacionalização das nossas startups", delineou o secretário. "Temos feito esse diálogo com todos os responsáveis por esses programas para levar a uma atuação mais coordenada e assertiva."
 
O secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTIC, Alvaro Prata, destacou que, a cada real investido pelo governo, o setor privado acrescentou outros três reais.
 
Até o momento, a partir do aporte de R$ 34,7 milhões do MCTIC, o Start-Up Brasil alavancou aproximadamente R$ 103 milhões em investimentos privados e gerou mais de 1.200 empregos diretos. O programa já executou dois ciclos de aceleração, de 2013 a 2015, quando houve suporte para 183 startups, distribuídas por quatro turmas e oriundas de 17 estados e 13 países. O apoio contemplou projetos de pesquisa em TI ligados a diversos segmentos, como educação, saúde, agronegócio, biotecnologia, varejo e logística.
 

CONECTAR-SE COM DCD

ENTRAR


Esqueci a senha?

Criar conta MyDCD

Você precisa de profissionais qualificados?

regiões

region LATAM y España North America Europe Em Português Middle East Africa Asia Pacific