Brasil e Argentina conectados via fibra óptica

Praia Grande e Las Toninas foram as cidades escolhidas pela Seaborn Networks
 

12 July 2017 escrito por Tatiane Aquim

Até 2019 o Brasil terá 16 cabos submarinos em operação. Atualmente, oito cabos ligam o Brasil a outros países: sete direcionados para os Estados Unidos e apenas um para a Europa; outros oito cabos, em fase de construção, passam pelo Brasil. Todos eles já são ou serão responsáveis pela transmissão de dados de internet e telefonia para diversas partes do país e do mundo.
 
Um destes, é o novo cabo submarino que conectará o Brasil à Argentina, utilizando a rota até os Estados Unidos. Batizado de ARBR, o sistema é uma parceria da Seaborn Networks com o fundo de investimentos argentino Werthein. O ARBR se conectará com outro cabo de propriedade da Seaborn Networks, o Seabras-1, que chega ao Brasil pela cidade de Praia Grande - SP. A partir deste ponto, se conecta à uma rota direta até Nova Jersey - Estados Unidos.  
 
 
Ao todo, foram investidos mais de US$ 520 milhões no projeto. A previsão é que o Seabras-1 entre em operação em agosto deste ano. O ARBR consistirá de um sistema de cabos de quatro pares de fibra, com capacidade inicial máxima de design de 48 Tbps.
 
No último mês de junho, a Seaborn Networks concluiu a implantação de 10.800 km do Seabras-1. Esta é a primeira rota direta ponto a ponto entre os centros financeiros do Brasil e dos Estados Unidos. O sistema permite uma ampla gama de conectividade de Nova Jersey e Nova Iorque para outras partes do mundo, inclusive para outras partes dos Estados Unidos e Canadá, rotas transatlânticas para a Europa e rotas transpacíficas para a Ásia. Além disso, com o novo sistema planejado, a Seaborn irá oferecer o mais novo caminho da Argentina para os Estados Unidos via Seabras-1. 
 
Rota mais direta entre o Brasil e os Estados Unidos, a expectativa é que o cabo propicie um sistema de baixa latência, melhore a qualidade de serviço e seja a forma mais eficiente de realizar “upgrades” no sistema. 
 
“É importante comentar que gerenciamos totalmente a construção e operação do ARBR e do Seabras-1, para que os clientes tenham a garantia de possuir uma relação direta e uma excelente comunicação com o operador do cabo. Também é importante ressaltar que as duas rotas representam a primeira solução transoceânica para a Argentina com um sócio local, que será operada por uma operadora de cabo independente”, destaca o CEO da Seaborn Networks, Larry Schwartz, que avalia a iniciativa como um catalisador para projetos significativos de data centers e outras propostas para infraestrutura de telecomunicações.
 
“No passado, cabos submarinos seguiam as rotas comerciais, hoje os cabos submarinos são rotas de comércio digital, especialmente devido ao crescimento da Computação em Nuvem, que gera demandas adicionais para mais data centers”, comenta.
 
Localidade
 
O local escolhido pela Seaborn foi a já existente estação terrena de cabos Seabras-1 na Praia Grande – SP. A estação terrena para o ARBR na Argentina é Las Toninas, no Estado de Buenos Aires. Segundo a empresa, ambos os locais são particularmente adequados para a chegada de cabos submarinos, levando em consideração os requisitos das rotas submarinas e a abordagem da terra. Para a Seaborn, estes locais estão suficientemente bem localizados para conectar o “Cable Landing Station” com as principais áreas metropolitanas.
 
O ARBR é o primeiro projeto da Seaborn no Brasil, a empresa foi formada em 2012, com o objetivo de ser desenvolvedora e proprietária exclusiva de sistemas de cabos ópticos submarinos na modalidade “Turn key”, seja na forma de consórcio ou de “Project Finance”. O cabo Seabras-1 foi um projeto pioneiro de “Export Credit Agency-Backed”, do mercado de cabos submarinos. Ao longo das últimas três décadas, a empresa projetou e operou mais de 75 “Cable Landing Stations”, 250 pontos globais de presenças (POPs) e 250.000 Km de cabos ópticos submarinos (mais do que seis vezes a circunferência da Terra). Anteriormente, foi proprietária de uma das maiores frotas de navios especializados em lançamento de cabos no mundo.
 
“Com este projeto, queremos mostrar ao mundo que o nosso modelo de negócios fornece uma plataforma única para futuras comunicações globais. Nosso foco é exclusivo em projetos de cabos submarinos, que possam ser transformadores para as economias locais. Temos certeza de que o ARBR e o Seabras-1, se enquadram neste contexto”, conclui o CEO.
 
 
 
 
 

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