As vantagens da gestão integral do data center (II)

Um dos principais desafios do DCIM é o processo de integração de todos os componentes do data center

28 August 2013 escrito por Virginia Toledo \ Tatiane Aquim

As vantagens da gestão integral do data center (II)
Crédito Wikipedia
Na primeira parte desta reportagem, falamos  das vantagens da gestão integral do DCIM. A seguir, falaremos de sua contribuição à eficiencia energética.  
 
O DCIM amplia as capacidades de análise das equipes e gestores envolvidos na operação e gestão do data center, e permite que sejam identificadas oportunidades de melhoria na utilização da energia, bem como mensurados os benefícios de substituição de equipamentos e outras remodelagens de data centers.
 
“Através do monitoramento 7 x 24 de unidades de refrigeração em um cliente, com o uso de métricas criadas pelo cliente e não disponíveis nativamente nos dispositivos, foi possível identificar que uma das unidades não estava utilizando as possibilidades de free cooling, devido a um problema em uma válvula. Isto não parou o equipamento, mas reduziu sua eficiência. O CA DCIM auxiliou na detecção rápida deste cenário”.
 
O Data Center Business Development da Schneider Electric para Espanha, Jorge Jiménez, aponta: “O DCIM nos proporciona visibilidade do data center. Deste modo, se temos visibilidade de como se está distribuindo a energia no data center, podemos emprender ações e, portanto, ser mais eficientes.
O DCIM está ligado diretamente à eficiencia energética.
 
“Sempre que falamos em eficiencia energética, a primeira palavra que nos vem à cabeça é PUE. Isso porque queremos garantir que a energia que está sendo fornecida dentro do data center esteja, em sua maior parte, sendo utilizada por quem deveria. O PUE é uma métrica fundamental que deveria fazer parte de qualquer dashboard de uma ferramenta DCIM”, explica Victor Medina.
 
Adicionalmente, o DCIM permite também otimizar a energia dentro de um data center, por possibilitar uma melhor compreensão de sua utilização dentro dos racks, fazendo com que as margens de capacidade sejam menores. Com isso evita-se um desperdício de energía e ao mesmo tempo um downtime (indisponibilização) não planejada, além de possibilitar a adoção de ambientes de alta densidade com segurança, garantindo assim uma maior vida útil do data center.
De acordo com Jayme Coscelli, Existem várias maneiras de conectar um DCIM à eficiência energética, a saber:
 
• Upgrade de Hardware / Eliminação de equipamentos sub-utilizados: um DCIM
ajuda a identificar quais equipamentos devem ser substituídos e/ou desinstalados.
• Gerenciamento Térmico: Elevando a temperatura do data center. Certamente utilizando o DCIM como ferramenta para identificar “hot spots” e “cold spots” no data center, até sua completa equalização. Vale ressaltar a importância do balanceamento correto do sistema de condicionamento de ar, vedações do piso e correto posicionamento de placas de piso elevado nas áreas adequadas.
• Consolidação de Servidores: o DCIM pode auxiliar transições de vários servidores tradicionais para Blade Server sem risco de“downtime”.
• Rede de Gerenciamento de Energia: o DCIM pode revelar onde está o ponto de ineficiência do seu data center. Junto à eficiência energética, os sistemas DCIM permitem também melhorar outra dimensão da eficiência no data center: a eficiência operacional. “Se implantamos o DCIM corretamente nos processos, otimizamos a operação diária desse data center, e isso se traduz em economia operacional e técnica”, indica Jiménez. Além do mais, se levamos em conta que cerca de 80% das quedas no data center deve-se a erros humanos,“introduzir uma ferramenta que minimiza a tomada de decisões por parte das pessoas permite melhorar em disponibilidade”, acrescenta.
 
Desafios do DCIM
 
 
Um dos principais desafios do DCIM é o proceso de integração de todos os componentes do data center. Pensando nos equipamentos de infraestrutura, os dispositivos mais antigos têm limitações de monitoramento e até mesmo de incorporação de placas específicas para a obtenção de dados. “Os dispositivos de TI podem ser monitorados por protocolos específicos, como o CISCO Energywise para os ativos de rede e o INTEL IPMI para servidores. Mas os equipamentos mais antigos de TI também precisam de estratégias alternativas, como o uso de réguas de conexão inteligentes ou sensores adicionais”, diz Paulo Sgroi.
 
Como o DCIM pode ser complementado e complementar a tarefa de ferramentas ITSM
e também o monitoramento de um sistema BMS, ele pode acabar se “chocando” com estas ferramentas se não for bem compreendido pelo cliente e também bem desenhado pelo provedor de DCIM.
 
“Aqui vale o trabalho da área de serviços em compreender perfeitamente como funcionam os processos dentro da empresa, e de que maneira o DCIM pode ser encaixado, em perfeita sintonia, com as demais ferramentas utilizadas para auxiliar nas atividades diárias de um data center”, completa Victor Medina.
Do ponto de vista de Jayme Coscelli, o grande desafio tende a ser a questão dos servidores.
Um grande “Site” pode ter apenas alguns UPSs e PDUs, mas possui centenas ou milhares de servidores. Realizar a conexão de dados com todos estes servidores, coletando e organizando os dados. Esses são, sem dúvida, os elementos mais difíceis de uma implantação DCIM.
 
Finalmente, para que um data center possa implantar o DCIM, muitas vezes é necessário modificar os processos. Muitas vezes uma empresa pode pensar em comprar uma suite completa de DCIM achando que após sua instalação tudo estará funcionando na mais perfeita harmonia. Isso sem dúvida pode acontecer, mas para que isso aconteça, os processos da empresa referentes ao data center devem muitas vezes ser modificados ou até mesmo criados.
 
 
 

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