Laboratório Vivo de Cidades Inteligentes começa a operar no PTI

Published on 15th February 2019 by Tatiane Aquim

Em um mesmo local, profissionais já podem acompanhar uma série de sistemas capazes de tornar as cidades inteligentes, em setores como a iluminação pública, o compartilhamento de carros e bicicletas e na adaptação de espaços às condições ambientais e climáticas. Todas essas tecnologias estão reunidas no Centro de Controle e Operações (CCO) do Laboratório Vivo de Cidades Inteligentes, instalado no Parque Tecnológico Itaipu (PTI). 
 
O Laboratório foi criado em uma parceria entre o PTI e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). A área vai funcionar como uma vitrine de tecnologias e soluções para tornar as cidades inteligentes.
 
Segundo dados apresentados pela ABDI, 43% das empresas brasileiras desconhecem tecnologias da indústria 4.0, que usa conceitos como Internet das Coisas (IoT) e computação para a automação. Dentre os que conhecem, apenas 1,6% adota essas tecnologias. Um dos objetivos do novo Laboratório é difundir e fomentar a indústria 4.0 para mudar essa realidade.
 
“Dessa forma, os prefeitos vão parar de comprar tecnologia fora e promover a nossa própria tecnologia”, destaca o assessor especial da ABDI, Tiago Faierstein, que representou o presidente da Agência, Luiz Augusto de Souza Ferreira, na demonstração.
 
O diretor superintendente do PTI, Jorge Augusto Callado, ressalta que as cidades inteligentes precisam de cidadãos inteligentes para usufruir das tecnologias. Por isso, conforme ele, o Laboratório Vivo de Cidades Inteligentes poderá ser aliados às inúmeras iniciativas de formação desenvolvidas no Parque. 
 
Jorge Callado reforça ainda que o objetivo é transformar as cidades em inteligentes e sustentáveis. “Para que tenham uma baixa perda de energia e um bom aproveitamento energético em todos os sentidos, e sejam ecossistemas urbanos mais resilientes”. 
 
O novo Laboratório integra uma série de soluções já desenvolvidas no PTI, como o sistema de compartilhamento de veículos elétricos e bicicletas, o monitoramento por drones, iluminação inteligente e sensores inteligentes ligados à IoT. 
 
A ABDI demonstrou ainda interesse em aumentar a parceria com o Parque, ao perceber outras iniciativas desenvolvidas que têm aderência aos projetos da Agência, como a tecnologia BIM (Building Information Modeling – Modelagem da Informação de Construção) e planta de geração de biogás, combustível produzido a partir de materiais orgânicos. 
 
 
 

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