Estudo avalia qualidade da banda larga no Brasil

Published on 10th July 2018 by Tatiane Aquim

O novo volume da série "Cadernos NIC.br - Estudos Setoriais" traz uma análise dos dados coletados por meio do Sistema de Medição de Tráfego Internet (Simet) e de diversas pesquisas realizadas pelo Cetic.br em um período de quatro anos (2013 - 2016), fornecendo insumos sobre a situação da qualidade da banda larga no país.
 
Este é o primeiro estudo do NIC.br que utiliza fontes de Big Data, a partir das informações geradas pelos usuários que fizeram medições através do Simet. "O uso de fontes alternativas de dados, como é o caso dos chamados Big Data, representa uma inovação metodológica de alta relevância e está alinhado com o monitoramento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU. Órgãos de estatística no mundo todo têm se esforçado para garantir o acesso a essas bases e avaliar seu uso como fonte de informação relevante para a construção de indicadores sociais e econômicos de interesse público", reforça Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br.
 
Resultados do Simet
 
Os resultados inéditos do Simet são apresentados na publicação a partir da comparação entre regiões do país e também do desempenho de 13 unidades da federação: aquelas que tiveram o maior volume de registros de medição aferidos entre 2013 e 2016, que também são as unidades de maior contingente populacional. "É fundamental lembrar que o Simet realiza medições de qualidade diretamente nas conexões de banda larga a partir da infraestrutura do NIC.br, de forma totalmente independente, acionada pelo usuário. Todos os testes realizados percorrem um trajeto da rede testada até um ponto neutro, sem que redes de terceiros interfiram nas medições. Dessa forma, os dados produzidos pelos produtos do Simet fornecem informações relevantes para subsidiar decisões sobre melhoria contínua das redes de acesso por parte dos provedores de acesso à internet e também dos demais sistemas autônomos (Autonomous Systems - AS)", destaca Milton Kashiwakura, diretor de Projetos Especiais e de Desenvolvimento do NIC.br.
 
No que se refere à velocidade aferida, o estudo revelou uma redução nas disparidades observadas entre as regiões, especialmente com o crescimento dos números aferidos no Norte e Nordeste, que tiveram o pior desempenho em 2013. Entre 2014 e 2016, as diferenças entre as regiões caíram – no Nordeste, por exemplo, a diferença, que era de -44%, em 2014, passou para -3%, em 2016. O estudo também aponta estabilidade nos resultados observados na região Sudeste.
 
No que se refere à latência (o tempo de trânsito das informações em uma conexão), verificou-se uma diminuição. Ao longo de toda a série histórica analisada, Norte e Nordeste apresentaram resultados altos para esse indicador e pior desempenho da qualidade da conexão em relação ao tempo gasto para transmissões de informação. Em 2013, esse índice no Norte era quase cinco vezes maior que o do Sudeste – e, ao final do período analisado, 3,6 vezes maior.
 
Os estados que tiveram as melhores avaliações, de acordo com a análise dos resultados de velocidade e latência entre 2013 e 2016, foram São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e Paraná. O estudo chama atenção para as diferenças entre eles: São Paulo, em 2016, apresentou resultados de velocidade quase cinco vezes maior e de latência quase duas vezes menor do que o Pará, o que representa conexões com maior velocidade e mais estabilidade. No ano de 2016, com exceção de Pará, Bahia e Goiás, todos os estados apresentaram melhor desempenho de velocidade TCP download na comparação com o conjunto total de 2013.
 
Resultados das pesquisas do Cetic.br
 
A publicação "Banda Larga no Brasil: um estudo sobre a evolução do acesso e da qualidade das conexões à Internet" também reúne resultados de diferentes pesquisas conduzidas pelo Cetic.br entre os anos de 2013 e 2016. São elas: TIC Domicílios, TIC Empresas, TIC Educação, TIC Governo Eletrônico, TIC Saúde e TIC Provedores.
 
A comparação entre instituições de diferentes setores com conexões de banda larga via cabo ou fibra óptica mostra que, no setor público, os órgãos estaduais e federais se destacam, com acesso quase universal à conexão banda larga via cabo ou fibra óptica (96%). O cenário é distinto daquele verificado entre as prefeituras (69%), empresas brasileiras (64%) e estabelecimentos de saúde (63% daqueles que são públicos). Já nas escolas do país situadas em áreas urbanas, menos da metade possuía conexões de banda larga via cabo ou fibra óptica (41% das escolas públicas).
 
Já em relação à velocidade da principal conexão utilizada, 40% das empresas declararam ter conexões acima de 10 Mbps em 2015, proporção que foi de somente 26% entre estabelecimentos de saúde e de apenas de 11% entre escolas. O crescimento de conexões acima de 10Mbps mostrou-se desigual entre 2013 e 2015: entre as escolas, subiu de 8% para 11%, um crescimento relativo de 37%; na saúde, cresceu 136%, passando de 11% para 26%; já entre as empresas, o crescimento foi de 66% (de 24% para 40%).
 
O estudo observou ainda que, entre 2013 e 2016, houve um crescimento das conexões móveis nos domicílios de classes C e, especialmente, DE. "Os dados e indicadores analisados nesta publicação, sob uma perspectiva da demanda e oferta, apontam que as políticas públicas devem buscar superar desigualdades que estão fundamentadas na maior parte das fontes de análise – sobretudo nas questões regionais –, mas também aquelas relacionadas aos diferentes atores que usufruem e proveem o acesso à internet banda larga de qualidade, gerando, assim, um ambiente de infraestrutura tecnológica propício para o desenvolvimento econômico e social", comenta Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br.
 

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